Our Blog

Os Brasis em São Paulo

0

A convite dos Brasis, vamos participar do projeto Os Brasis em São Paulo, um festival para revelar mestres da cultura brasileira que vivem em São Paulo e que vai acontecer no Red Bull Station. Saiba +

Foto: Ratão Diniz

 

“Temos um mestre negro, antigo e que é pilar do samba paulista, uma mulher negra, baiana e que leva o samba de roda e sua voz de trovão pelos cantos daqui, uma mulher negra, maranhense, que carrega a graça no nome e um mestre indígena que é pra gente escutar quem tava aqui antes da gente chegar”.

Esse é o depoimento de Hanayrá Negreiros que integra a equipe do Os Brasis em São Paulo, um festival para revelar mestres da cultura brasileira que vivem em São Paulo e que vai acontecer no Red Bull Station. Projeto da pesquisadora Mayra Fonseca do Brasis e que acontece a partir do dia 18 de junho com uma programação aberta, estaremos junto com mestras e mestres do quilo de Nega Duda, Graça Graúna e Carlão do Perruche, integrando a programação de saberes com a fala Descender para transcender: a arte visual como linguagem para o exercício da liberdade afro-brasileira, a experiência no festival AfroTranscendence. Como convidada da nossa diretora criativa Diane Lima que é uma das mentoras do projeto, receberemos a artista Aline Mota, que foi uma das selecionadas da imersão AfroTranscendence e vai fazer uma conversa com objeto com o seu livro Escravos de Jó.

Confira a programação e não perca!

 

OS BRASIS EM SÃO PAULO – PROGRAMAÇÃO ABERTA

Data: 18/06/2016
Horário: 14 às 22 horas
Local: Red Bull Station (Praça da Bandeira, 137, Centro)
Programação gratuita.
Lotação por ordem de chegada, sujeito à capacidade da sala (100 lugares).

14:30 horas – Os mestres e a cidade: o patrimônio vivo como protagonista urbano e a experiência no projeto Mestres Navegantes.
Por João Rafael Cursino – Dr. em História pela USP, músico e um dos redatores do projeto Mestres Navegantes em sua edição São Luiz do Paraitinga.

Rafael é músico e agente de cultura em sua cidade, São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Seu trabalho de pesquisa é sobre o impacto positivo e fundamental da atuação dos mestres de cultura para a reconstrução da cidade de São Luiz após a enchente que, no ano de 2010, destruiu boa parte do patrimônio material da cidade. Além de compartilhar essa pesquisa, ele irá contar a sua experiência como um dos redatores da primeira edição do projeto Mestres Navegantes, realizada também em São Luiz. Mais informações sobre o projeto em http://www.mestresnavegantes.com.br/.

15:00 horas – Estética do bem-querer: a fotografia como ferramenta para empatia e resistência cultural.
Por Ratão Diniz – fotógrafo independente formado pela Escola de Fotógrafos Populares.

Construindo uma relação de respeito e responsabilidade, Ratão registra principalmente resistência e beleza brasileira: favelas em sua cidade (Rio de Janeiro), interiores de casas, festas ditas populares, grafite. Fotógrafo independente, vem documentando desde 2007 o projeto Revelando os Brasis. Já participou de inúmeras mostras fotográficas no Brasil e é autor do livro Em Foto (Mórula Editorial, 2014: Rio de Janeiro).

15:30 horas – A voz dos sujeitos: a comunidade como autora da sua história, o caso do jornal A Sirene.
Por Gustavo Nolasco – O mineiro é roteirista, escritor e jornalista e se especializou no “ouvir histórias” para criar e produzir conteúdo. Faz parte do coletivo #UmMinutoDeSirene.

Fala sobre a criação e funcionamento de A Sirene, um jornal feito por e para os moradores de Mariana e Bento Rodrigues após o rompimento da barragem, com a presença do coletivo #UmMinutodeSirene, buscando a memória e a salvaguarda das histórias locais e com a intenção de que as pessoas não se esqueçam do maior crime ambiental da história recente do Brasil.

16:00 horas – Descender para transcender: a arte visual como linguagem para o exercício da liberdade afrobrasileira, a experiência no festival Afrotranscendence.
Por Diane Lima e Aline Motta – Diane Lima é baiana da Chapada Diamantina, Diretora Criativa do NoBrasil, curadora e conectora de projetos de arte e criatividade com a proposta de exercitar diversidade e liberdade para o Brasil, mestranda em Semiótica pela PUC SP. Aline Motta é artista plástica carioca, foi uma das imersas no festival AfroT e atualmente desenvolve projetos a partir de sua pesquisa em ancestralidade afrobrasileira.

Diane irá compartilhar o processo de pesquisa e curadoria do festival AfroTranscendence e o projeto de audiovisual em websérie que documenta e amplifica as discussões do encontro. Aline Motta irá apresentar o seu livro/arte Escravos de Jó, projeto de arte audiovisual que reflete e problematiza o que está por trás da brincadeira.

16:40 horas – Outras narrativas: a literatura como plataforma para compartilhar outros modelos de pensamento e aproximar mundos.
Por Graça Graúna – Mulher indígena do povo potiguara, PHD em letras pela UFPE, escritora de livros infantis e narrativas com base na cosmogonia indígena.

Graúna é atualmente uma das principais referências em pensamento e criatividade indígena no Brasil e América Latina. Em sua fala, vai compartilhar o seu processo de escrita e registro, como algumas de suas recentes obras literárias.

17:30 horas – Aprender com um Mestre: ouvir e amplificar novas vozes.
Por Mestre Carlão do Peruche.

Sabedor da tecnologia do Jongo, fazedor de Samba de Pirapora. Homem negro que canta e leva o Samba pelas ruas desta sua grande cidade que é São Paulo. Foi com seu pai e seus mais velhos que ele aprendeu que o canto e a cuíca são poderosas ferramentas para amplificar a voz do seu povo: da Zona Rural à Velha Guarda do Peruche.

18:00 horas – Aprender com um Mestre: a filosofia da natureza.
Por Mestre Pedro Luiz Macena.

Indígena Guarany desses que andaram pelo Sul, com histórias de antepassados por lá. Pedro Luiz Macena é Mestre de sua cultura – é ele quem ensina saberes e fazeres ancestrais para as crianças na Aldeia do Jaraguá, no município de São Paulo. Educador cultural e também espiritual, seus guias são a natureza e a simplicidade.

18:30 horas – Aprender com uma Mestra: o potencial da ancestralidade.
Por Mestra Nega Duda.

Mulher, negra, nascida no dia 13 de maio, no Recôncavo Baiano. Foi depois – e por causa – de algumas rodas e muita labuta que ela veio para São Paulo: para contar, na voz e no corpo, a história dos seus; para difundir, no Samba de Roda, a cultura de seus antepassados. A música é seu fazer, a oralidade é seu saber.

19:00 horas – Aprender com uma Mestra: o trânsito e a resistência.
Por Graça Menezes.

A mais velha da Família Menezes em São Paulo, Graça faz e toca caixa, faz Festa do Divino, ensina aos mais novos como tecer comunidade. Do Maranhão para cá, ela e sua família trouxeram fé, história e tempero: entre vários de seus fazeres, o conhecimento do que é fazer comida maranhense.

20:30 horas – O som e a memória: a oralidade como plataforma para contar outras nossas histórias, apresentação musical Zé Manoel.
Por Zé Manoel.

Do São Francisco pernambucano, Zé Manoel resgata de sua infância e origem boa parte das letras que compõe. Das cantigas de lavadeiras e cantos ditos populares dos ribeirinhos, surge a inspiração para suas canções que o colocam hoje como uma das principais revelações da música brasileira.

_
Red Bull Station
terça a sexta: das 11h às 20h / sábado: das 11h às 19h
entrada gratuita
www.redbullstation.com.br
-> Como chegar
_metrô: Estação Anhangabaú (linha vermelha)
_ônibus: Terminal Bandeira
_bicicleta: há bicicletário!
_carro: estacionamento na Rua Santo Amaro, 27

 

+ da foto de Ratão Diniz, que é também parte da programação dos Os Brasis em São Paulo: “A comunidade de Regência, na foz do rio Doce, em Linhares, promoveu mais uma edição da tradicional Festa do Caboclo Bernardo, onde aconteceu o 26º Encontro de Bandas de Congos, com a participação de mais de 20 grupos”. Saiba + visitando http://www.rataodiniz.com.br/

Conecte-se no Facebook

Comments

comments

Comments ( 0 )

    Leave A Comment

    Your email address will not be published. Required fields are marked *