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No Rio de Janeiro, mostra de intervenções artísticas ocupam espaços abandonados com instalações

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As ações acontecem em quatro lugares diferentes pela cidade e vão até dia 02 de fevereiro.

Lugares ruínas, lugares em processo de desaparecimento, terrenos baldios, áreas sem uso, vazios urbanos, arquiteturas efêmeras. Permanências e Destruições é uma proposta de intervenção artística em territórios entre o uso e o abandono, entre o preenchimento e o vazio, entre a apropriação e o esquecimento. O recorte curatorial de João Paulo Quintela propõe uma produção não apenas site-specific mas uma reação às condições de permanência e de destruição  ocupando até dia 02 de fevereiro espaços como a Estamparia Metalúrgica Victória, a Rua do Verde e a Piscina do Raposão.

Saiba mais sobre a ação, conheça a rota e não perca:

Amalia Giacomini e Floriano Romano
Obras dos artistas dialogam com espaços do antigo hotel Sete de Setembro (av. Rui Barbosa, 762, Flamengo) entre ter. (20) e dom. (25) e entre ter. (27) e sex. (30); grupo Miúda de qua. (28) a sex. (30)

Raquel Versieux
Instalação com flores e parafusos interagem com as floriculturas da rua do Verde (r. da Carioca, 58, centro) entre qua. (21) e sáb. (24)

Daniel de Paula e Luísa Nóbrega
Performance e obras com restos de árvores na fábrica Victoria (r. Cap. Félix, 266, Benfica) no sáb. (24) e dom. (25)

Pontogor
Instalação sonora na velha piscina do edifício Raposo Lopes (r. Almirante Alexandrino, 3.226, Santa Teresa) no sáb. (31) e dom. (1º/2)

Mais informações em permanenciasedestruicoes.com.br

Foto: Bernard Lessa

 

 

“No passado recente da cidade do Rio de Janeiro muitos espaços passaram por um processo de destruição – de negligência e erosão, mas também de reapropriação e engajamento. dessa degradação surgem condições para mutações culturais nas quais os projetos formais da paisagem alimentam a experimentação cultural.

Explorar como campo de produção. em permanências e destruições a pesquisa revelou-se processo contínuo, desaguando na produção dos artistas. pensar a própria produção e existência de uma obra como situação e possibilidade, como permanência e efemeridade dentro de sua geografia circunstancial.

Tais espaços podem-se tornar uma topologia fértil para o campo da arte, reconsiderando a destruição como condição de reconfiguração espacial. diversos campos – paisagem, discurso, coletividade – são estruturados por uma certa lógica espacial que determina seu critério de duração e transformação. na ecologia sociopolítica atual, com sintomas de calamidade econômica e insatisfação política, destruição, com o sentido de perturbação crítica e degradação, parece ter se tornado uma premissa para a mudança, um ingrediente temporal para criar espaço para a renovação de um campo. novas redes de ideias e novos circuitos produtivos tornaram possível a desconstrução de estruturas e fizeram de todos nós agentes ativos especializados em reapropriações culturais nos nossos campos particulares de engajamento.

Permanências e destruições propõe a passagem do público por territórios não familiares, destituídos de sua função original, mas cujos processos de erosão sejam visíveis e ainda latentes. as obras amplificam o som obliterando os espaços, pensam novos trajetos a partir de sua condição atual e propõem narrativas que emergem da observação e sobretudo do estar.

João Paulo Quintella
Curador

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