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Duas escolas que precisam de você.

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A Picolino e a Mavutsiní, situadas em pontos extremos do país realizam financiamento coletivo para continuar fazendo o seu melhor: educando.

por Diane Lima

Semana passada recebemos a notícia de duas ações de financiamento coletivo que estão acontecendo e que não poderíamos deixar passar batido na tentativa de mobilizar você aí do outro lado, a também ajudar.

A primeira delas chegou através da Alethea Fuscaldo e da Kari Paz, ambas que através do Facebook, relataram suas histórias de crescimento e descobrimento profissional debaixo das lonas do Circo Picolino, primeira escola de Circo do Nordeste que ao longo de quase 30 anos, vem sendo referência na criação e educação da arte circense. Patrimônio afetivo de várias gerações que passaram pelos seus picadeiros, precisa agora da nossa ajuda para continuar. Como fica instalada na Orla de Salvador, viu ao longo dos anos a forte maresia se assentar sobre sua estrutura. Além disso, em março deste ano, teve sua lona totalmente danificada pelos ventos fortes do final do verão. Para quem não conhece, a Picolino atende hoje a 100 crianças de bairros periféricos de Salvador oferecendo ainda aulas particulares de técnicas circenses a jovens e adultos. Também, formou centenas de artistas e dezenas de instrutores circenses que, em sua maioria, vivem hoje da sua profissão. Somos Todos Guerreiros é o nome da campanha de uma gente brava e cheia de alegria que, utilizando o circo enquanto ferramenta de transformação cultural, social e artística, educa produzindo cultura e produz cultura educando. Vejam o vídeo, se permitam a emoção de um picadeiro e vamos ajudar.

Para colaborar acesse clicando > aqui
“Nestes tempos de tantos lados rigidamente definidos, entre esquerdas e direitas, brancos e negros, altos e baixos… Eu fico com o caminho da diversidade, da mistura, do certo e do errado em equilíbrio na corda bamba… Eu fico com a mistura de corpos, cores, suores e pensamentos…
Eu fico com a magia! Eu fico com o risco! Eu fico com o salto!
Eu fico com o CIRCO!!!”
Alethea Fuscaldo.

 

A segunda campanha e tão emocionante quanto a do Picolino, é a do projeto de revitalização da Escola Mavutsiní situada na Aldeia Kamayurá no Parque Indígena do Xingú que nos chegou através da ativista indígena Duda. O objetivo é dar continuidade a ideia dos índios adultos e mais velhos, de ter uma escola na aldeia com um currículo montado para apoiar as necessidades específicas dos moradores.  O atual espaço que além de inacabado, contrasta com a arquitetura tradicional irá se tornar com a sua ajuda, um lugar mais acolhedor e propício ao desenvolvimento e manutenção da cultura indígena criando condições para o resgate de algumas práticas ameaçadas de abandono, como cantos antigos, narração de mitos, desenhos e pinturas tradicionais, confecção de adornos, instrumentos de trabalho, entre outros. Outro ponto importante do projeto é a continuidade da pintura dos muros da escola com os Grafismos dos Kamayurá criando um grande livro ao céu aberto.

Deixe a sua contribuição, conheça mais sobre o projeto da Duda e da sua organização Terra Comum clicando >aqui

No entanto, mais legal do que saber que esses projetos existem, é poder falar que você também fez parte, afinal de contas, já passou da hora de termos acesso a ações de transformação como essas e logo em seguida, fechar a janela sem fazer nada, não é mesmo? O poder da internet vai além das curtidas nas fotos dos selfs, e financiamento coletivo é uma forma de propor autonomia para as nossas ações possibilitando que façamos coisas de forma independente em uma outra lógica que não seja a de um desgastante edital ou ainda dependendo da iniciativa privada. Se você tem alguma dúvida sobre alguns dos projetos acima, escreva e investigue, mas, se você acredita na ideia, colabore para que conquistemos formas alternativas do fazer. Mais na frente pode ser você a precisar e a gente espera que possamos estar todos juntos novamente, para também fazer acontecer a sua história.

NoBrasil fica na torcida pelos dois projetos e vida longa.

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