Category: Pulsa

Mostra Casas – A Morada das Almas apresenta em fotografias a sabedoria popular nas construções do Brasil

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A exposição é fruto de dez anos de pesquisa da fotógrafa Zaida Siqueira.

Via Museu da Casa Brasileira

O Museu da Casa Brasileira realiza, entre 18 de junho e 9 de agosto, a exposição Casas – a morada das almas, fruto de dez anos de pesquisa da fotógrafa Zaida Siqueira na documentação de técnicas construtivas ancestrais utilizadas nas diferentes regiões do Brasil. Com curadoria de Maria Lucia Montes, a mostra tem patrocínio da AkzoNobel e apoio da Atlas Cerâmica e Cromex.

Casas – a morada das almas apresenta fórmulas tradicionais de edificação, suas variações e adaptações. No desenvolvimento deste projeto, Zaida Siqueira percorreu 20 estados brasileiros registrando a sabedoria do homem ao lidar com a natureza para edificar sua casa, manuseando a terra, as pedras e a madeira. Ao estabelecer semelhanças de acordo com características climáticas e de solo, ela observou os aspectos da flora e da fauna.

As influências culturais também aparecem em seu trabalho, como em malocas (tipo de cabana comunitária utilizada pelos nativos da região amazônica) das terras indígenas de Mato Grosso. No interior de São Paulo e Minas Gerais, estados que viveram o apogeu da cultura do café, há registros de casarões de taipa e pau a pique. Na capital paulista, a construção do Pátio do Colégio, por exemplo, empregou essas duas técnicas na edificação das paredes.
A exposição é composta por setenta e duas fotografias, revelando aspectos curiosos da construção das casas brasileiras como o uso de elementos como cupinzeiros socados e açúcar mascavo; seis instalações criadas pelo engenheiro civil Felipe Pinheiro, nas quais pedaços de muros semi-prontos ilustram a estrutura interior das construções; duas maquetes, uma de edificação de palafita no Acre e outra, feita em pau a pique, do Casarão do Chá, em Mogi das Cruzes, que evidencia o emprego de troncos em curva, comum nos portais de entrada das antigas residências de reis no Japão; e seis arquivos audiovisuais que integram a série documental de episódios “Habitar Habitat”, produzida em 2013 por Paulo Markun e dirigida por Sérgio Roizenblit, abordando habitações brasileiras que trazem de volta a taipa de pilão, o pau a pique, o adobe, palhoças, palafitas e trançados para cobertura vegetal, feitos com materiais como bambu e palha.

CASAS---ZAIDASIQUEIRA
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Ouro da Floresta

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Marco Antonio Castilho, um dos maiores especialistas em açaí no país nos prova com sua história como é indo adentro que se cria algo novo.

Durante o Adentro, programa de imersão feito pelo NoBrasil + Brasis, a Amanda Pinho nos falou sobre as diferenças existentes no consumo do açaí no Pará, para daquele que muita gente carrega no imginário e no paladar, no resto do país. A partir da sua fala, lembramos da história do Marco Antonio Castilho, uma pessoa que tem uma história incrível de vida e que ficou conhecido como o responsável por popularizar no país o consumo do alimento.

Começando a sua aventura há 20 anos atrás na região do São Félix do Xingú e na Serra Pelada, Marco nunca poderia imaginar que um momento de crise lhe levaria para uma jornada que se transformou num dos maiores aprendizados da sua vida. Na época estudante de engenharia mecânica, Marco que se vendo no turbilhão de falta de oportunidades do mercado de trabalho em 83, traçou como destino Serra pelada onde partiu para trabalhar com Pesquisa de Minério. Do cotidiano duro e das dificuldades que enfrentou durante seus dois anos iniciais na Amazônia, dividiu com a gente um ensinamento que diz carregar para toda a sua vida: “diante de tudo que vivi em Serra Pelada, levei para vida que não existe dificuldade e que nada é impossível. Sou muito grato pois essa experiência me fez ser sem dúvida, uma pessoa muito melhor”.

Fosse em expedições pela floresta ou na cava, buraco de mais de 10.000m de profundidade onde mais de 30.000 homens trabalhavam, era do açaí que tiravam energia para resistir despertando ali,  alguma coisa que depois viria a fazer sentido nessas rotas do destino.

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De volta a São Paulo para concluir seus estudos, foi em um final de semana em Búzios que se reencontou novamente com aquela fruta que lhe ativava tantas memórias. Servido na tigela, era o único lugar na época para além das fronteiras do norte, em que era possível encontrar o açaí até o Marco ter uma ideia pioneira que revolucionou o mercado no Brasil e no mundo: criou o produto pronto para consumo que passou a ser servido e distribuído em potinhos.

Desde lá ele não parou. Inaugurou o primeiro ponto de venda no Guarujá, transformou sua casa em uma fábrica, foi considerado o melhor vendedor ambulante do litoral paulista chegando a vender 375 picolés em apenas um dia e com um furgão roxo, viajou mais de 450,000km entre as cidades do Rio, BH, SP, Curitiba e interior de São Paulo levando a novidade por onde passava.

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Estreitando sua relação com as comunidades locais responsáveis pela extração do fruto, viu a realidade do povo Ribeirinho mudar com o boom do consumo o que fez melhorar as condições de vida, criar um desenvolvimento sustentável e proporcionar a valorização de um produto 100% nacional, que por trás do tom vibrante, fala muito sobre nós. Nesse sentido, o açaí para além das suas características energéticas, que ajuda na prevenção de doenças do coração, câncer e em defesa do sistema imunológico pela sua alta concentração de antioxidantes (para se ter uma ideia uma tigela de açaí é 30 vezes mais potente do que uma taça de vinho), chega também como importante elemento de aproximação cultural dos outros estados com o norte, razão pela qual tanto nos marcou a fala da Amanda quando deixou claro pra gente o quanto a fruta é representativa na vida de uma família típica do Pará.

No barco chegando em uma comunidade.
Como se tira um açaí do pé

Transformando-se ao longo dos anos em referência no assunto, criou sorvetes, bebidas e outros congelados ajudando ainda como consultor a ver nascer algumas das principais marcas do segmento. Com um conhecimento de quem viveu na pele o sabor da descoberta e dominando toda a cadeia de produção, a sua ultima invenção foi o Karoço, bolinhas de açaí que mais parecem chocolates de tão gostosas!

Em nossas conversas com o Marco, percebemos que sua trajetória vem ainda para nos lembrar o quanto precisamos olhar para dentro e como pouco nos atentamos à nossa riqueza já que na maioria das vezes, é preciso coragem para ir adentro e na contra-mão da cópia, criar do zero os nossos próprios métodos e processos para faze algo novo acontecer.  Açaí com peixe, com banana, granola e guaraná pode ser usada como uma metáfora de todas as combinações que o Brasil oferece fazendo-nos ver como podemos não somente nos satisfazer através do experimentar de um novo sabor, mas principalmente, estar abertos para conhecer e vivenciar a experiência da forma de saborear e de fazer do outro. 

Gratidão da família NoBrasil por estar dividindo tanta energia com a gente.

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#VamosArquivaroRacismo

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A Gabi Monteiro está prestes a se tornar mais uma negra arquivada nesse país.

por Diane Lima

Hoje várias mulheres resolverem se unir contra a indiferença, o silêncio e o arquivamento de mais um caso grave de racismo nesse país. Nos unimos em favor da Gabi Monteiro que há meses atrás foi vítima de racismo na faculdade em que estuda, a PUC do Rio e denunciando as agressões cometidas pelas suas professores, viu essa semana seu caso virar estatística: ela está prestes a se tornar mais uma negra arquivada no Brasil.

A Juliana Luna, que é parte da família NoBrasil, escreveu um texto lindo que resume em palavras as lágrimas que dos nossos olhos insistem em cair e traduzem na alma, a justiça que queremos ver. Mais uma vez  a mão do estado responde com mais violência a opressão que já sofremos diariamente marcando a nossa pele com impunidade e desconsiderando a nossa mobilização no combate a discriminação racial.

Um texto que merece ser lido e compartilhado para que não continuemos sendo apenas parte dos números:

“Hoje recebi uma notícia super chata mas infelizmente que segue sendo uma realidade no nosso país. A justiça nunca se coloca de forma a beneficiar o oprimido. E a luta da mulher negra por sues direitos mais uma vez não é priorizada.

Não sei se alguém lembra do caso da nossa amada Gabi Monteiro e o racismo velado sofrido dentro da Universidade onde ela estuda: a PUC.
Foi um caso com extrema repercussão. Criaram-se hashtags, compartilharam-se textos e matérias, comoveram-se milhares de pessoas…e ainda assim o ministério público, que é o responsável por fiscalizar a lei…decidiu, sozinho, sem julgamento, ou cerimônia, ARQUIVAR o processo.

OI?

Vamos lá. Pra quem não entendeu…eu vou elaborar melhor…porque…voltei da Nigéria inspirada!

O nosso problema é que: Tudo relacionado ao nosso povo é “arquivado”. Leia-se: nossa história, nossas crenças, nosso desejo de ascenção social, nossa cultura, nossos jovens, agora inclusive menores de idade correm o risco de serem “arquivados” por lei! é simplesmente lamentável que nossas histórias não tenham valor para nosso sistema social, judicial e político.

Eu visitei um lugar na Nigéria, chamado Porto de Badagry, de onde partiam os navios que vinham carregados de pessoas de origem Africana escravizadas em direção às americas.
Neste lugar, existe um barracão chamado: BRAZILIAN BARRACOON (que era liderado por um ex- escravo retornado do Brasil), onde eram armazenadas pessoas em pequenas celas, de 40 em 40. Neste local 20 pessoas valiam uma garrafa de licor. 40 pessoas um guarda chuva, 40 pessoas valiam um pedaço de metal…e assim por diante.
Após serem trocados por objetos, as pessoas “compradas” caminhavam uma longa distância até embarcarem no navio, e antes de embarcar, eram obrigados a beber a água do poço do esquecimento, que tinha o poder de apagar a memória e de esterilizar seu passado.

O meu sentimento naquele momento foi de muita tristeza. E raiva. Porque eu comparo a história desse poço com a nossa história hoje. O que mudou??? Milhões de processos que refletem a injustiça e a crueldade da nossa sociedade elitista, são arquivados em todo o Brasil. Constantemente.
E nós? esquecemos. Simplesmente nos deixamos esterilizar e passamos a aceitar os abusos de poder do Estado. Quando na verdade deveríamos estar lembrando uns aos outros do nosso valor e da nossa constante luta. Apoiando uns aos outros.

A minha experiência me mudou em níveis profundos. Eu nunca vou saber explicar a uma pessoa que nunca sofreu este tipo de abuso, o que é ser profundamente humilhado e mantido de cabeça baixa o resto da vida. Só quem sente na pele sabe. Os olhares, o estranhamento, o desprezo. O outro realmente precisa ter compaixão. Porque não se explica uma agressão à aparência, uma agressão à alma. Não se explica a ironia no tom de voz de um mestre que acha normal ferir a auto-estima de um aluno.
Eu nunca mais vou conseguir “arquivar’’ os meus sentimentos e fingir que essas atitudes autoritárias não me atingem. Se algo tem que ser Arquivado no nosso país, é o racismo e a constante humilhação de pessoas que simplesmente decidiram viver a vida lembrando do que por centenas de anos tentaram extinguir da nossa rotina. O nosso valor. Os nossos direitos.

Gabi Monteiro, estamos com você. Nossa luta por igualdade continua. Vamos arquivar o racismo!”

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Programa Ocupa Escola abre inscrições para residência artística em 11 escolas da rede municipal

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Direto do Rio, umas das iniciativas mais lindas que já passaram pelo NoBrasil !

Imagem via Ocupa Escola

O Programa Ocupa Escola amplia suas ações na transformação de escolas da rede municipal em equipamentos públicos de cultura e abre inscrições, até 20 de junho, para residência artística em 11 escolas. Podem participar do processo seletivo grupos de artistas da Zona Norte, Zona Oeste e Centro da cidade.

O projeto, em parceria com as escolas, irá selecionar grupos locais de teatro, dança, capoeira, música ou de qualquer outra linguagem que tenham necessidade de espaço físico para realizar seus ensaios e processo criativo. É importante que os grupos tenham marcante atuação nos bairros onde estão localizadas as escolas participantes do Programa Ocupa Escola.

Os grupos também receberão uma bolsa de R$1.500,00 por mês para ministrar oficinas artísticas para os alunos durante seis meses. Sem dúvida, umas das iniciativas mais lindas que já passaram pelo NoBrasil nesses quase 1 ano e que nos mostra como é possível criar diálogos que promovam a criatividade como veículo de transformação através da educação e do exercício da cidadania. Um bom exemplo de como podemos e devemos ocupar espaços.

Como participar

As inscrições são abertas para grupos de artistas do município do Rio, do dia 25 de maio a 20 de junho. Para participar é preciso preencher o formulário online diretamente no link http://goo.gl/forms/pKJ5dbE0bH ou acessar pela página oficial no Facebookhttps://www.facebook.com/ocupaescola. É preciso escolher a escola que tem interesse em fazer a residência.
São quatro (04) estão na zona oeste, seis (06)na zona norte e uma no Centro. As vagas são para 11 grupos.

Podem concorrer grupos com diferentes manifestações artísticas como hip hop, teatro, dança, grafite, pintura, música, entre outras. O resultado será divulgado no dia 25 de junho.

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Acontece dia 20 Alastramento: aproximações possíveis entre Belém e São Paulo

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Alexandre Sequeira, Keyla Sobral, Luciana Magno e Paula Sampaio são alguns dos nomes que participarão da exposição.

No dia 20 de junho, sábado, a partir das 16h, o Ateliê397, com apoio do Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11a edição, abre a exposição “Alastramento”, última etapa do projeto “Circuito independente: aproximações possíveis entre Belém e São Paulo”. Com curadoria de Camila Fialho e Véronique Isabelle, a mostra conta com a participação de 14 artistas que trabalham na cidade de Belém/PA e busca revelar o panorama diversificado da produção do local, trazendo obras em linguagens como pintura, fotografia, poesia, vídeo, instalação e performance.

A abertura da exposição contará com ações de alguns dos artistas participantes, como Alexandre Sequeira, Miguel Chikaoka, Nando Lima e Pablo Muffarej e será seguida por uma festa na qual o também artista, Lucas Gouvêa, faz a discotecagem. Será um momento privilegiado para encontrar com os artistas e ver alguns trabalhos mais efêmeros. A programação conta também com outras ações pontuais nos dias 23 e 30 de junho. No dia 23 de junho, os artistas Alexandre Sequeira e Elaine Arruda apresentam uma “fala como obra”, e em seguida, ocorre uma ação dos artistas Lucas Gouvêa e Wellington Romário. A mesma dupla faz outra ação no dia 30 de junho.

De acordo com as curadoras, os artistas que participam da exposição compartilham um histórico de pesquisa e trabalho na/com a cidade, enquanto campo de investigações, muitas vezes através de projetos baseados no estabelecimento de redes de colaboração que, não raro, se desenvolvem longe dos holofotes. Assim, a idéia de uma trama invisível que se estende por baixo da terra é um ponto de partida para a mostra, que propõe um transbordamento desta produção, imbuída de questões oriundas de suas experiências junto às dinâmicas da capital paraense, para o espaço do Ateliê 397, estabelecendo um canal de diálogo com o circuito paulistano.

“Alastramento” conta com a participação dos artistas Alexandre Sequeira, Armando Queiroz, Elaine Arruda, José Viana, Keyla Sobral, Lucas Gouvêa e Wellington Romário, Luciana Magno, Luis Junior, Marcílio Costa, Miguel Chikaoka, Nando Lima, Pablo Mufarrej e Paula Sampaio. A mostra é um desdobramento do processo de interlocução entre o Ateliê 397 e três espaços independentes de Belém/PA: Associação Fotoativa, Atelier do Porto e Gotazkaen, que contou com uma série de encontros abertos ao público, realizados naquela cidade no mês de março deste ano, nos quais foram realizadas falas e debates sobre temas ligados a gestão de espaços independentes.

Serviço:
Alastramento, curadoria de Camila Fialho e Véronique Isabelle.
Abertura: dia 20 de junho a partir das 16h.

22 de junho
19h – Conversa com os artistas Alexandre Sequeira e Elaine Arruda

24 de junho
19h – conversa com Elaine Arruda e chorinho
21h30 – “Mingau e banho de ervas de Viva São João”, com Lucas Gouvêa e Wellington Romário

30 de junho
17h – “Imersão no Grande Rio-Mar Pará”, com Lucas Gouvêa, Wellington Romário e Gisele Vasconcelos, a partir das.

Visitação:
22 de junho a 17 de julho de 2015
Segunda a sexta-feira, das 14 às 19h
Programação gratuita.

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Olabi no Rio de Janeiro lança uma importante iniciativa: o Gambiarra Favela Tech

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Se você é jovem, morador de favela e curte criar, consertar, montar e desmontar dá uma olhada nessa oportunidade!

Em parceria com o Olabi e apoiado pela Fundação Ford, o Galpão Bela Maré, do Observatório de Favelas, hospedará em julho uma formação imersiva em cultura maker: o Gambiarra Favela Tech. Durante duas semanas, dez participantes selecionados aprenderão e desenvolverão práticas e atividades baseadas em circuitos eletrônicos, gambiarras e uma série de aplicações “high” e “low” tech.

A facilitação das atividades será feita por Ricardo Palmieri, artista digital, produtor multimídia e especialista em interfaces interativas. Palm já recebeu duas vezes menção honrosa no Prix Ars Electronica (2010 e 2012), uma das maiores premiações de arte e tecnologia do mundo, e trabalha há mais de 10 anos com oficinas para públicos diversos ligadas ao campo da eletrônica, robótica e audiovisual. Ele participa das mais importantes iniciativas de “cultura maker” do país, desde a MetaReciclagem, rede brasileira pioneira em promover a apropriação de novas tecnologias com um olhar de empoderamento dos cidadãos e desenvolvimento dos territórios, da qual faz parte.

Para explicar um pouco melhor como vai ser essa “ocupação” no Galpão, o Olabi entrevistou o Palm. Dá uma olhada no que está sendo preparado e corre para se inscrever. Para isso, basta enviar um email para solosculturais@observatoriodefavelas.org.br com uma foto ou vídeo de uma invenção feita por você a descrição em texto (no corpo do email mesmo) contando qual foi a ideia e o que você fez. Vale invenções artísticas, tentativas de experimentos caseiros, aquele conserto gambiarra do videocassete etc– o que você julgar que mostre seu interesse e disposição para colocar a mão na massa e hackear os objetos. Os participantes receberão um auxílio financeiro para participar das atividades, para permitir que tenham tempo e se envolvam com o projeto.

Como vai funcionar o Gambiarra Favela.Tech?

Palm: O Gambiarra Favela.Tech deverá funcionar na segunda quinzena do mês de julho no Galpão Bela Maré, em um formato que mistura um pouco de laboratório de ciências, oficina de manutenção de equipamentos e ateliê de arte. Durante dez dias, vamos nos reunir com os participantes para mostrar desde princípios básicos de elétrica, eletrônica e programação, até tecnologias de ponta dentro do universo das mídias digitais. Tudo isso para no final do processo, construirmos pequenas instalações artísticas, utilizando materiais e equipamentos reciclados, mostrando estes resultados para o público que passar pelo Galpão. Ao final da jornada, poderemos dizer que os participantes se tornarão oficialmente gambiologistas: especialistas em produzir instalações baseadas no estudo das gambiarras.

E o que é um gambiologista? Qual a diferença dele pro maker?  E o que faz um gambiologista, um maker, um fazedor?

Palm: Gambiologista é uma palavra que vem surgindo posteriormente aos processos ligados ao coletivo MetaReciclagem nos últimos anos. Vários grupos e pessoas vêm assumindo o termo Gambiologia como a ciência que estuda as gambiarras. Nada mais justo do que chamar um fazedor-utilizador de gambiarras como Gambiologista, ou seja, um tipo especialista em gambirarras. Mas nada disso é novo, pois já diz o velho ditado “a necessidade é a mãe da invenção”.

Na minha concepção, maker é um termo inglês para fazedor (e vice-versa). Um gambiólogo nada mais é do que um fazedor, que se utiliza de técnicas de gambiologia para produzir suas idéias. Estes rótulos por vezes apenas confundem mais do que explicam, o importante é o espírito e a energia que se colocam no ato de fazer, independente da forma ou a técnica  com  a qual se trabalha.

E o que é este Kit Gambiologista?

Palm: O que estamos chamando de Kit do Gambiologista é um material básico que podemos encontrar em qualquer loja de ferragens ou depósito de construção espalhado pelo país. Trata-se de uma maleta contendo itens simples, mas que poderiam “salvar o mundo” sendo bem utilizados na mão de um gambiólogo: uma faquinha, um pedaço de arame, um pedaço de massa epóxi, fita adesiva e alguns outros componentes de fácil aquisição e de grande utilidade.

E por que é importante trabalhar com essa dimensão dos materiais mais simples (e nem por isso menos potentes)?

Palm: A idéia do projeto é conseguir passar pra galera participante três conceitos que acredito ser fundamentais para um pesquisador-produtor-desenvolvedor de tecnologias em nosso país: primeiro, assumirmos a originalidade nas soluções (o “jeitinho brasileiro”), quando não se tem dinheiro ou acesso a materiais sofisticados. Em segundo lugar, romper o preconceito com a física e a matemática, aplicando (e replicando para nossos amigos) estes conhecimentos na prática. E talvez a parte mais importante: passar a ter responsabilidade ambiental, não só reduzindo a produção de lixo eletrônico, mas principalmente, conhecendo e reutilizando partes e componentes de equipamentos descartados, com segurança e proteção pessoal.

E o curso é para quem já mexe com tecnologia? Precisa saber programar?

Palm: Precisa só saber se programar! O mais importante neste processo é que os interessados possam dispor de tempo para mergulhar de cabeça no processo.  Durante estes 10 dias teremos muito conteúdo transdisciplinar rolando no laboratório, o que vai exigir muito tempo e dedicação dos participantes. Tecnologia digital, programação e técnicas em geral serão mostradas neste meio tempo, então para se inscrever, só é necessário que as pessoas interessadas tenham tempo, vontade, dedicação ao processo e criatividade. São estes componentes que formam um legítimo gambiologista.

Mais alguma coisa que vale dizer a quem está pensando em se inscrever?

Palm: Vale lembrar que independente de nível escolar, gênero ou classe social, o que vale neste projeto é a criatividade e a vontade de fazer. Então se as pessoas interessadas já são fazedoras experientes, ou começaram agora a construir suas boas idéias, mas estão afim de encontrar com outras pessoas que estão também querendo fazer, este é o lugar para se estar. E aí lembrando que o fazer pode ser uma roupa que você costurou e fez em casa, um conserto de um equipamento velho, uma engenhoca maluca, enfim, vale qualquer coisa. Só não esquece de contar para a gente o que você pensou e como fez.

Relembrando: para se inscrever, envie até 3/7 um email para solosculturais@observatoriodefavelas.org.br com uma foto ou vídeo de uma invenção feita por você a descrição em texto (no corpo do email mesmo) contando qual foi a ideia e o que você fez.

Mais informações: solosculturais@observatoriodefavelas.org.br

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Dia 24 de junho tem lançamento da edição Zer016 da O Menelick 2ºAto

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Vamos?

A revista O MENELICK 2º ATO é um projeto editorial independente de valorização e reflexão acerca da produção artística da diáspora africana, bem como das manifestações culturais populares e urbanas do ocidente negro, com especial destaque para o Brasil. Para o lançamento da sua edição Zer016 que traz cartazes incríveis como o que vocês estão vendo aí embaixo, convida a todos para uma noite regada a diversão e conhecimento com pocket show da rapper Tássia Reis

Programação imperdível! Vamos?

 

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Acontece a partir do dia 11 a Mostra SP de fotografia

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Serão 34 exposições na Vila Madalena repletas de imagens imperdíveis.

 

 

Chegando na sua sexta edição a Mostra SP de Fotografia irá reunir esta semana na Vila Madalena em SP,  imagens de 81 fotógrafos de todo o Brasil. Entre os 34 espaços entre bares, galerias e espaços culturais, o público poderá encontrar exposições como “Malditos Fios”, sob curadoria de Leão Serva e as convocatórias da Galeria Nikon e do Olhavê. A Feira do Cavalete, que será inaugurada dia 27 de junho, permitirá ainda um espaço de troca onde fotógrafos profissionais e amadores, editores e artistas independentes, produtores e representantes de galerias irão comercializar diversos itens que remontam ao universo fotográfico  como publicações, fotozines e livros.

Clicka aqui para ter acesso a toda programação.

CarolQuintanilha_CombustaoEspontanea1Carol Quintanilha
JairBortoletoJair Bortoleto
julieta-bacchin_MatamorosJulieta Bacchin
ok-Limites_GustavoMinas_01-1024x679Gustavo Minas

 

leo_carrato_print_3Leonardo Carrato
nair-benedito-2Nair Benedito
Rafael_Roncato_08printRafael Roncato
MAR DEFESORenato Stockler

 

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MASP recebe essa semana o TEDxSãoPaulo com histórias de mulheres inspiradoras

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Como podemos fortalecer umas as outras? Saiba +

 

 

Mulheres inspiradoras, com ideias, histórias e aprendizados que merecem ser espalhados. Essa é a missão do TEDxSão Paulo que abre seu palco para 19 mulheres nesse próximo dia 28 de Maio no Masp aqui em São Paulo, entre elas a diretora criativa do NoBrasil Diane Lima que falará um pouco sobre sua história de vida e sobre a mensagem de transformação através da criatividade que tentamos espalhar com o NoBrasil. De temas que vão da sabedoria da experiência da superação, ao desenvolvimento humano, à questões raciais, passando por criatividade e empreendedorismo, o encontro será uma reunião de experiências que promete uma boa dose de emoção, olhos molhados e inspiração. Ansiedade pura!

Para Elena Crescia, curadora e organizadora do evento em entrevista para o Plano Feminino, um dos patrocinadores do encontro, “organizar um TEDx exige muita dedicação e sobretudo, sensibilidade, para trazer ao palco histórias que realmente mereçam ser espalhadas e que de alguma forma, transforme a vida das pessoas que estarão presentes no evento. O papel transformador que cada convidado traz é extremamente importante e faz do TEDxSãoPauloWomen algo tão especial. Mais que um evento, ele é a reunião de pessoas que buscam inspiração, buscam sair da caixa e analisar novas formas de enxergar o cotidiano e tudo que o envolve”.

Apesar de ter os seus ingressos esgotados em tempo record, o encontro será transmitido via livestreaming para que todo mundo possa ter acesso e participar!

Mais infos aqui e não deixe de se emocionar.

Sobre o TED

O TED é uma organização sem fins lucrativos com o espírito de promover ideias que merecem ser espalhadas. Começando com uma conferência de quatro dias na Califórnia há 26 anos, o TED cresceu para apoiar ideias que mudam o mundo através de múltiplas iniciativas. Em uma conferência do TED, pensadores e realizadores de todo o mundo são convidados a darem a melhor palestra de suas vidas em 18 minutos ou menos. No TED.com, palestras de conferências do TED são compartilhadas com o mundo todo gratuitamente como TEDTalks.

No Open Translation Project, as palestras do TED são legendadas por voluntários do mundo inteiro para mais de 90 idiomas. Através de nossas redes de distribuição, as palestras do TED são compartilhadas na TV, via rádio, Netflix e muitos sites. A iniciativa do TEDx fornece licenças gratuitas para que pessoas ao redor do mundo organizem eventos no formato TED em suas comunidades, exibindo palestras do TED e trazendo apresentadores. Já foram realizados mais de 5.000 eventos do TEDx, e as palestras selecionadas desses eventos também são transformadas em TEDTalks.O prêmio anual TED Prize oferece um milhão de dólares a um indivíduo excepcional com um desejo de mudar o mundo. O programa TED Fellows ajuda inovadores de todo o mundo a se tornarem parte da comunidade do TED e, com essa ajuda, ampliar o impacto dos seus notáveis projetos e atividades. O TED-Ed cria lições curtas em vídeo combinando professores e animadores para uso em sala de aula ou em formação independente.

Para obter informações sobre as próximas conferências do TED, acesse http://www.ted.com/registration
Siga o TED no Twitter em http://www.twitter.com/TEDTalks,
ou no Facebook em http://www.facebook.com/TED

TEDx
x = independently organized event.

No espírito de “ideias que merecem ser espalhadas”, o TEDx é um programa de eventos locais e organizados de maneira independente, que reúne pessoas para compartilhar uma experiência como a de uma conferência do TED. Em um evento do TEDx, há uma combinação de TEDTalks e palestrantes para gerar discussões profundas e conexões em um grupo pequeno. Esses eventos locais e organizados de maneira independente levam a marca TEDx, onde x = independently organized TED event (evento do TED organizado de maneira independente).

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No Rio espetáculo toma a história e os fantasmas de Chica da Silva para celebrar o que somos.

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Cia Étnica estreia a obra coreográfica que constitui o cruzamento da dança com as artes visuais, a história brasileira contemporânea e a poesia, revelando a força do corpo negro feminino.

 

 

Estamos muito felizes de ver brilhar ainda que de longe (infelizmente não vamos estar no Rio!) todo o talento e a beleza de uma das mulheres mais incríveis da cidade maravilhosa: a Géssica Justino. Isso porque a Géssica, além de fazer parte do Coletivo Baobá e agitar um monte de coisa legal pelas bandas cariocas, vai estrear ainda nesse mês que se “comemora” a abolição da escravatura o espetáculo Chica da Silva.

Com concepção e direção de Carmen Luz, a obra coreográfica constitui o cruzamento da dança com as artes visuais, a história brasileira contemporânea e a poesia, revelando a força e a audácia do corpo negro feminino. Contemplado com o Prêmio Afro 2014, patrocinado pela Petrobras, “Chica” estreia nacionalmente dia 21 de Maio, no Teatro Cacilda Becker, no Rio de Janeiro, com direção de produção de Sara Calaza.

Interesse antigo da diretora Carmen Luz, Chica da Silva tornou-se uma realidade quando em 2013 a também cineasta tomou conhecimento de um trote ocorrido na Faculdade de Direito da UFMG onde uma caloura foi pintada de preto e acorrentada com uma placa dizendo “Caloura Chica da Silva”:

“Faz muito tempo que Francisca da Silva de Oliveira, a Chica da Silva, me assombra. As lendas e os estereótipos adesivados em seu corpo negro continuam alimentando o imaginário sobre a mulher brasileira. Do século XVIII ao XXI todas nós, negras, mulatas e brancas afrodescendentes, quando punidas, esculachadas, sexualizadas, bem-sucedidas, poderosas e assassinadas, somos meio Chica da Silva e nossas histórias seguem assim, pelas beiradas. Alimentada por extensa pesquisa, esta peça, que inicia a celebração de 21 anos da Cia Étnica, tomou a história e os fantasmas da “Imperatriz do Tijuco, a Dona de Diamantina” como um mapa para dançarmos a nós mesmas e a nós mesmos, dançarmos a Chica que somos e, também, aquelas Chicas cujas histórias nos atravessam diariamente, seja nos palácios, nas ruas, em nossos afetos ou, como disse Carolina Maria de Jesus, no quarto de despejo de nossa cidade.” – comenta Carmen Luz.

No pensar a entrada do corpo negro na dança através das pesquisas com a Cia Étnica, a diretora estimulou seus intérpretes-criadores Amanda Correa, Ana Gregorio, Alessandro Portugal, Anderson Nascimento, Claudia Martins, Silvia Patricia e a própria Géssica a olhar o movimento dos negros nas ruas, nos mais diversos lugares e em atividades distintas, buscando as Chicas que atravessaram a história e que estão em nós.  “Chica” que faz parte ainda de um projeto mais amplo, contempla também a realização de um documentário e de um vídeo instalação na casa de Chica da Silva, em Diamantina além da palestra “Gênero e política em Chica da Silva” que trata como ela ressurge na cultura brasileira se propagando e se desdobrando em diversas versões, falas, imagens e figurações. Uma discussão que irá refletir como alguns traços recorrentes, vistos de forma negativa e positiva, coincidem com estereótipos da mulher brasileira. A conversa vai acontecer na Escola de Comunicação da UFRJ, no dia 29 de Maio, às 16h, no Teatro Cacilda Becker e a entrada é franca.

Do NoBrasil resta dar os nossos parabéns pela iniciativa e desejar um espetáculo repleto de emoções para a Géssica, você que com certeza vai lá prestigiar e a toda equipe.

Saiba + e programe-se:

Serviço

CHICA
Local: Teatro Cacilda Becker – Rua do Catete 338, Largo do Machado, Rio de Janeiro. Tel. 2265-9933. (Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)
Temporada: de 21 a 31 de Maio de 2015. De quinta a sábado às 20h, domingo às 19h.
Ingressos: R$ 10,00
Estudantes, professores e classe artística: Entrada gratuita mediante apresentação da carteira.
Duração: 50 minutos
Classificação Indicativa: Livre

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