Category: Pulsa

Festival de Jazz no Sesc Pompéia começa nessa quinta

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Programação recebe mais de 20 atrações nacionais e internacionais. Saiba +

 

Atenção, amantes do jazz: entre os dias 6 e 30 de agosto, o Sesc Pompeia prepara a quinta edição do “Jazz na Fábrica”. O festival reúne mais de 20 atrações nacionais e internacionais, de diferentes correntes jazzísticas, buscando traçar um panorama da diversidade de estilos, formações e sonoridades. Os ingressos para curtir os shows custam até R$ 60 e podem sem encontrados aqui.

Na programação, nomes que marcaram a história da música negra estadunidense (Kenny Garrett, Muhal Richard Abrams, William Parker, Roy Hargrove), apostas brasileiras (Bixiga 70 e Jazz na Kombi) e outros nomes de grande importância no mundo, como Soft Machine (GBR), Makoto Kuriya (JAP) e Laurent De Wilde (FRA), formam a base do festival em 2015.

Nos vemos lá!

 

 

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Dia 8 de agosto o Coletivo Manifesto Crespo homenageia Raquel Trindade em evento no Teatro Popular Solano Trindade, em Embu das Artes.

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As vagas para a participação do público são limitadas e a inscrição é até 7 de agosto, não perca!

O Manifesto Crespo, coletivo independente com atuação na área cultural e educacional, em parceria com a associação União Popular de Mulheres do Campo Limpo, homenageia Raquel Trindade dia 8 de agosto, no Teatro Popular Solano Trindade, fundado por ela, localizado em Embu das Artes, município de São Paulo. Artista plástica, coreógrafa, folclorista, referência em cultura popular e ativista social, ela também é a criadora da Nação Kambinda de Maracatu. As vagas para a participação do público são limitadas, inscrição disponível até 7 de agosto, sexta-feira.

Haverá a roda de conversa ‘Saberes da Tradição e Liderança Feminina’ com representantes das quatro comunidades visitadas no semestre. Participarão do bate-papo Neide Ribeiro, do Centro Cultural Orùnmilá, em Ribeirão Preto; Vanessa Dias, do Jongo Dito Ribeiro, em Campinas; Jerá Guarani, da aldeia Tenondé Porã, em Parelheiros (SP) e Maria Gabriel do Prado, do Quilombo da Caçandoca, em Ubatuba. Além disso, acontece a tradicional oficina de trança e turbantes e, em especial, aula e apresentação de Maracatu, ritmo musical, dança e ritual com origem em Pernambuco.

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O encontro encerra o ciclo de vivências do projeto itinerante Tecendo e Trançando Arte, que aconteceu entre dezembro de 2014 e julho de 2015. O objetivo é fortalecer a conexão com mulheres líderes em cinco comunidades diferentes, vivenciando suas tradições, forma de organização e experiências políticas.

Raquel Trindade é filha de Solano Trindade, conhecido como ‘O poeta do povo’, e Maria Margarida da Trindade, coreógrafa e terapeuta ocupacional. A origem pernambucana da família é preservada até hoje e expressada em resistência racial, social e cultural. Raquel é uma guardiã de conhecimento e ícone de resistência e liderança feminina.

“Para nós, encerrar esta série de experiências em Embu das Artes e reunir as mulheres que nos receberam no mesmo evento significa coroar nosso projeto e unir forças. Estar no Teatro Solano Trindade, junto com Raquel, responsável por empoderar tantas mulheres negras ao longo de sua caminhada, sem dúvidas, torna nosso encontro ainda mais inspirador”, disse Nina Vieira, 25, designer, fotógrafa e integrante do coletivo.

Em seu quarto ano de existência, a oficina Tecendo e Trançando Arte já atingiu mais de mil pessoas, maioria de mulheres, em São Paulo e região. Após ser contemplado pelo Prêmio Lélia Gonzalez (Protagonismo de Organizações de Mulheres Negras), lançado em 2014 pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), o coletivo se estruturou para realizar a atividade em locais essenciais para sua linha de pesquisa.

Mais informações: https://goo.gl/TnRMQV

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Sobre o Manifesto Crespo

O Coletivo Manifesto Crespo é composto pelas educadoras Denna Hill, 31, cantora e psicóloga, Lúcia Udemezue, 30, produtora e socióloga, Nina Vieira, 25, designer e fotógrafa e Thays Quadros, 30, produtora. Com mais de um projeto em andamento, a proposta é focada na discussão sobre como o cabelo crespo pode e deve ser encarado de uma forma criativa, fazendo com que se desmistifique a ideia de que existe cabelo ruim. A partir dessa abordagem, busca reconhecer seu valor e fortalecer a memória e a autoestima de homens e mulheres negros, numa luta pelo resgate de origens – uma vez que o Brasil tem a maior população originária da diáspora africana. Conheças todos os projetos Olá istência, a oficina Tecendo e Trançando Arte já atingiu mais de mil pessoas, maioria de mulheres, em São Paulo e região. Após ser contemplado pelo Prêmio Lélia Gonzalez (Protagonismo de Organizações de Mulheres Negras), lançado em 2014 pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), o coletivo se estruturou para realizar a atividade em locais essenciais para sua linha de pesquisa.

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Para balançar o final de semana tem o retorno da BlackBomBom

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RapSoulFunk agita Vila Madalena no dia 27 de julho no retorno da casa que mudou a cena da cultura hiphop em São Paulo.

Esse final de semana uma programação é imperdível: o retorno da BlackBomBom. Para quem não sabe, a Black foi uma das primeiras casas a abrir suas portas para receber as expressões e a vozes das quebradas na Vila Madalena, rompendo com as barreiras e as fronteiras entre periferia e centro e colaborando para aquecer e fortalecer um mercado mais profissional para a black music.  Viu passar pela seus palcos quase todos os nomes do rap brasileiro, ainda que tendo que enfrentar os embates sociais e políticos já que as denúncias em forma de canção passavam a chegar enfim ao centro e portanto, cada vez mais incomodar: “

“Era uma época em que o Ministério Público não deixava os Racionais trabalhar com aquele preconceito das pessoas dizendo que o rap era violento…. junto com o Brown, pensamos em modificar essa história e mostrar que a distância daqui para o Capão Redondo, daqui para Pirituba ou para qualquer periferia era pouca. Que as pessoas tinham que vir pra cá, para o Jardins, para a Paulista assim como as pessoas daqui também tinham que frequentar as coisas de lá. O Black Bom Bom chegou para destravar esse preconceito ridículo e aí lançamos um modelo de festa que ao invés de divulgarmos o Racionais, chamávamos um outro Mc que fazia o convite para o Mano, o Kl Jay, o Edi Rock e Ice Blue. Apesar de muitas pessoas na época não acreditarem, a gente veio com tanta firmeza e convicção no nome da Black que fomos em frente. Graças a Deus e ao trabalho de todo mundo, a gente conseguiu fazer a casa decolar e hoje é um espaço tradicional na linha hip hop, sendo uma das primeiras a trazer o funk pancadão aqui para São Paulo”.

Passado alguns meses em reforma, a casa se reinventa e volta com nova estrutura e cara nova abrindo seus trabalhos hoje com a participação dos DJ King, Cia, Batata e Zé Colméia a partir das 23h na Vila Madalena em SP.

Vale a pena marcar presença e conhecer a história completa aqui

Nos vemos lá e se embalem com o DJ King!

 

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São Paulo recebe 1ª Marcha dos Cabelos Crespos

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Estaremos lá no domingo participando de um bate-papo com mulheres incríveis e falando sobre o #deixaocabelodameninanomundo.
Saiba +

 

“Todos aqueles que morreram sem se realizar, todos os negros escravizados de ontem e os supostamente livres de hoje, libertam-se na vida de cada um de nós que consegue viver, que consegue se realizar”. 
Conceição Evaristo em  Becos da memória (2006)
 Fotos: Larissa Isis

Deixar o cabelo no mundo, sermos livres e quem somos. Utilizar desse recurso natural e estético como elemento político é um dos objetivos da 1ª Marcha dos Cabelos Crespos que vai acontecer agora, no domingo, dia 26 de julho em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. Com uma programação repleta de atrações que vai da música, a moda, passando por oficinas e exposição de fotografias como o trabalho da querida Larissa Isis que assina as fotos dessa matéria, o evento terá sua concentração no vão livre do MASP, ao meio-dia e seguirá depois pela Avenida Paulista e Rua da Consolação até a Casa Amarela onde as atividades serão realizadas. É parte da programação da Marcha também um bate-papo que vai contar com a presença da nossa diretora criativa Diane Lima falando do #deixaocabelodameninanomundo  além de outras mulheres como a blogueira Magá Moura, a ativista e arquiteta Stephanie Ribeiro e a escritora que mora em nosso coração e ontem lançou As Lendas de Dandara, Jarid Arraes.

O encontro que é organizado pela Hot Pente, Blog das Cabeludas e Casa Amarela vai até às 22h, é gratuito e a gente bateu uma bola com as meninas e a entrevista vocês conferem agora:

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NoBr: Meninas, qual a motivação para fazer a Marcha acontecer este ano?

Hot Pente – Todas nós (Neomisia, Thaiane e Nanda) temos cabelo crespo. E, há algum tempo – pra ser exata, desde que todas assumiram o cabelo natural -, nós lidamos com diversas manifestações racistas por esse motivo. Um motivo, que, quando você compartilha, as pessoas se recusam a crer. Dizem que é exagero, que é vitimismo de nossa parte ou coisas assim. O fato é que depois da cor da sua pele, o seu cabelo vira o fator discriminatório, seletivo, de recusa. E isso serve para todas as esferas: o racismo institucional, o bullying na escola, nas relações afetivas.

Blog das Cabeludas: O cabelo crespo chama muita atenção. E, no nosso caso, especialmente pelas cores. É a primeira coisa que se destaca. Nem todo mundo que tem cabelo crespo se identifica como negro, mas se tem o cabelo crespo, é o que primeiro se destaca na pessoa. O cabelo crespo, independente da cor da pele, está associado ao negro. E, por essa razão, já desperta algum tipo de preconceito, e o racismo se manifesta. É uma associação imediata quando se olha o cabelo crespo. E normalmente é um olhar de recusa, do não adequado, do mal cuidado, do que não é digno de credibilidade.

Hot Pente – A ideia da Marcha surgiu a partir desses dois projetos (Hot Pente e Blog das Cabeludas), que são feitos de forma independente e por mulheres crespas e com atuação no âmbito da representatividade e da valorização do cabelo natural. No caso da Hot Pente, que é um projeto itinerante de festa hip hop, nós somamos as nossas referências étnicas e urbanas pra criar um tipo de festa que pra nós – negras, mulheres e de origem periférica – gostaríamos de ir. A provocação do nome Hot Pente remete ao uso dos shortinhos/biquínis da década de 1940 e ao pente quente usado para alisar cabelos crespos.

Blog das Cabeludas: Neste ano, depois que aconteceu a Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo, eu fiz uma postagem na página do facebook sugerindo um tipo de Parada do Orgulho Crespo e as pessoas rapidamente se manifestaram a favor do movimento, me perguntando quando e onde. Então achei que seria uma boa. E eu já acompanho o trabalho das meninas da Hot Pente e sugeri pra elas. Não demoramos muito em decidir fazer, porque a realização da Marcha também serve em resposta a todo o preconceito manifestado – especialmente em redes sociais – e aos olhares racistas que nós já recebemos. O Blog das Cabeludas existe desde 2008, com a proposta de fotografar mulheres crespas, inspirar e empoderar outras a assumirem seu cabelo natural.

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NoBr: Para vocês como cabelo, representatividade, beleza e política se completam?

Hot Pente – Nós recebemos muitos olhares de crítica negativa em relação ao cabelo, mas também recebemos muitos elogios. Muitos mesmo! E uma coisa curiosa é que muita gente diz não ter coragem. Coragem de quê? De ser quem você é? De mudar a cor do cabelo porque não se vê estampada na embalagem? E essa é a provocação: como inspirar outras mulheres. A marcha é o espaço de encontro, da manifestação, da celebração, da reflexão acerca do cabelo afro e do divamento (neologismo para ser Diva!). Porque somos! E somos muitas espalhadas pelo Brasil, pelo mundo. Veja a infinidade de páginas no facebook sobre cabelo crespo, os vídeos sobre cachos (perfeitos ou não!), tutoriais, mulheres empreendedoras da moda, do acessório, do turbante. Acreditamos que o empoderamento da mulher negra pode sim começar pelo seu próprio cabelo e, principalmente, a forma com que você o apresenta para o mundo. E é feliz com isso. E não abaixa a cabeça ou se esconde.

Quando uma criança olha pra você com estranhamento por causa do seu cabelo, é sinal de que algo está errado. E isso é um reflexo histórico, de gerações. Não nos ensinaram a gostar de nós mesmos, exatamente como somos. Nos submeteram a um processo de baixa autoestima constante, de autonegação. Você cresce ouvindo que é feia por causa do seu cabelo, que ele é sujo, que não balança. Não há bonecas como você. Não há desenhos. Não há lápis de colorir no tom da sua pele. Não há representatividade. Então, como é que essa mulher, essa garota, vai lidar – muitas vezes sozinha – com uma corrente contrária, que quer te colocar nos moldes de beleza eurocêntrico? É absolutamente compreensível que haja uma resistência. Não é um caminho fácil e pode demorar a vida inteira. Mas, fundamental é o entendimento de si, da sua história, suas origens. E uma vez que isso acontece, não há mais como retroceder. Você assina a alforria dos seus próprios cabelos.

Blog das Cabeludas – Porque não há motivos para ter vergonha de quem se é. Cabelo crespo é lindo! Só quiseram que a gente acreditasse no contrário porque as pessoas infelizes e em crise com sua autoimagem e autoestima consomem mais. O consumo está associado ao bem-estar e ao sucesso. Essa insatisfação é sintoma de uma sociedade doente, opressora, que promove e celebra um padrão de beleza irreal, inatingível e excludente. Isso também explica porque tanta gente no Brasil faz plástica. As pessoas acreditam que é preciso mudar seus corpos para serem felizes e aceitas. Bonito é a diversidade, se amar, se respeitar. Estamos aí para provar que esse cabelo deve ser livre! E agora o mundo que supere! Viemos pra ficar, somos muitas e não estamos dispostas a fazer concessões. Não vamos mais aguentar caladas. Nossas raízes são de gente forte e agora que a raiz está firme é hora de celebrar e empoderar todas as pessoas que ainda serão livres!

Nos vemos lá!

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Amazônia Ocupada abre em cartaz hoje no SESC Bom Retiro

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“O brasileiro anônimo nos confins da Amazônia tem muito a nos contar sobre os destinos da região.”

A Amazônia não é rica apenas em biodiversidade, mas também em histórias e conflitos que marcam o imaginário e o noticiário brasileiro. Entre 1984 e 1993, as lentes do fotógrafo João Paulo Farkas registram a região em nove viagens cujo resultado foram 12 mil fotos. 75 delas compõem a exposição “Amazônia Ocupada”, no Sesc Bom Retiro, em cartaz a partir de 24 de julho.

A maioria das imagens da exposição nunca foram expostas antes, outras foram publicadas em veículos específicos na época em que foram feitas. Segundo o curador Paulo Herkenhoff, elas transcendem o jornalismo e passam a ser históricas.

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Seguindo a tradição do ensaio fotográfico, muito utilizada por Farkas, a mostra é um relato a respeito da ocupação do território amazônico. “Escolhi as imagens que me pareciam melhor contar aquela grande história da ocupação da Amazônia e passei a mostrar para alguns fotógrafos amigos que eu respeito como o Edu Simões, a Claudia Andujar e o Milton Guran. Mostrei também a alguns curadores como o Thyago Nogueira, a Solange Farkas, o Paulo Herkenhoff e o Marcelo Guarnieri, além da Juliana Braga e Juliana Okuda, do Sesc. A cada conversa, algumas fotos iam ganhando relevância, outras saíam da seleção e novas eram incorporadas. Até que finalmente o Paulo Herkenhoff, curador da exposição deu forma final à mostra”, conta João Paulo.

“Vale lembrar também que esta exposição homenageia a memória do George Love, um grande fotógrafo radicado no Brasil que me ajudou muito no começo de minha formação e que me contou bastante sobre seu trabalho na Amazônia”, acrescenta.

As incursões que deram origem à “Amazônia Ocupada” começaram graças a um convite de alguns garimpeiros de ouro e cassiterita, que queriam mostrar um pouco da realidade vivida por eles. Os trabalhadores abriram os garimpos fechados para serem fotografados e facilitaram o acesso logístico, sem o qual é quase impossível trabalhar na região. Ao observar a realidade local, a pesquisa continuou e várias frentes de ocupação foram visitadas.

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Além das imagens, a exposição tem ainda um vídeo com depoimentos dos fotógrafos Pedro Martinelli, Claudia Andajur, Edu Simões, e do próprio João Paulo Farkas. Todos eles registraram a Amazônia e suas fotografias estão conectadas por influência estética ou relações pessoais. Nele, os profissionais comparam suas as técnicas e linguagem e criam um diálogo entre os trabalhos. O jornalista Ricardo Lessa – que acompanhou Farkas na maior parte das viagens e é um grande conhecedor da Amazônia – e a antropóloga e historiadora Lilia Schwarcz – cujo trabalho é muito ligado ao registro fotográfico – também contribuem com depoimentos.

As fotos que fazem parte da mostra “Amazônia Ocupada” são uma das vertentes mais importantes do trabalho de João Paulo Farkas, tanto pelo tempo consumido, quanto pelo volume de imagens, além do próprio assunto. “Me sinto muito bem de poder finalmente tirar estas fotografias da gaveta e expô-las ao público. Devo isto àqueles que me receberam e me ajudaram a fazer estas imagens e compartilharam comigo suas vidas e suas histórias. Mostrar isto me permite ir em frente, fazer novos projetos, como o do Pantanal”, afirma João Paulo, que a partir do segundo semestre de 2015 terá dezesseis de suas fotografias integradas ao acervo do Maison Européenne de la Photographie.

Segundo o fotógrafo, as expedições à Amazônia lhe ensinaram que a realidade é muito mais complexa e frágil do que se imagina. “Aprendi que a aventura humana é sempre rica em histórias e é preciso dar voz para aqueles que fazem a história todos os dias e não apenas aos grandes fatos e grandes personagens. O brasileiro anônimo nos confins da Amazônia tem muito a nos contar sobre os destinos da região”, explica.

A exposição fica em cartaz a partir de hoje no Sesc Bom Retiro e vale muito a visita.

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SERVIÇO

Exposição: Amazônia Ocupada de João Farkas

Quando: 24 de julho a 1 de novembro

Onde: Espaço de exposições

Sesc Bom Retiro — Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos

Quanto: grátis

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Recife recebe exposição sobre mulheres trans

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A mostra é resultado do trabalho do artista Chico Ludermir.

Ao longo de dois anos, Chico Ludermir investigou formas de representar um grupo de mulheres trans que vivem na cidade do Recife. Mulheres que não se identificam com o sexo (genitália masculina) com que, por acaso, nasceram, mas que não sucumbiram: Se reinventaram e se afirmaram enquanto mulheres ao longo de suas vidas. Narrativas íntimas de dez personagens, retratadas por meio da fotografia, do vídeo e da escrita. O resultado é a exposição Mulheres: O nascer é comprido, que abre dia 23 de julho, às 20h30, no primeiro andar do edifício da Fundação Joaquim Nabuco / campus Derby. Na ocasião da abertura, também acontecerá um debate com Chico Ludermir, Moacir dos Anjos, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, e a pesquisadora do PPGCOM-UFPE Cristina Teixeira, no auditório do Memorial da Medicina, às 19h.

Na exposição, o artista propõe um contato estreito com essas vidas, ainda que facilitado pela arte. As dez mulheres: Christiane, Maria Clara, Rayanne, Mariana, Deusa, Luciana, Francine, Luana, Brenda e Wanessa, tiveram seus cotidianos retratados, dando origem a um ensaio fotográfico.

Mulheres: O nascer é comprido conta com imagens que as registram em seus ambientes domésticos, ordinários. Mulheres inseridas em seu cotidiano, mas que, entretanto, trazem em seus corpos “as marcas de um processo de adequação física e psíquica que é a condição necessária para que se sintam inteiras”, comenta Moacir dos Anjos em texto curatorial. Para apresentar estas fotografias no espaço da Fundação Joaquim Nabuco, que também está em transformação, o artista as imprimiu em azulejos e as fixou nas paredes internas do edifício, tornando-as parte daquela estrutura, entre a ruína e o novo. Em seguida, Chico solicitou que as personagens ali retratadas interviessem em suas imagens, seja quebrando-as, entintando-as ou escrevendo sobre.

As fotografias estão acompanhadas de pequenos textos. “São historietas dessas vidas contadas em forma de literatura. Um ‘curto-circuito’ entre escrita e imagem”, comenta Chico. Ainda faz parte da exposição um conjunto de dez breves vídeos, em que cada uma destas mulheres revisita trechos de seus percursos de transição e leem trechos de textos escritos pelo artista, a partir dos encontros com elas.

Esta exposição é parte integrante do programa de atividades do projeto Arte, Reforma e Revolução, que prevê uma serie de ações culturais e artísticas voltadas ao público durante o período de reforma do edifício Ulysses Pernambucano (Fundaj / campus Derby).

Chico Ludermir é jornalista, artista visual e integrante da rede Coque Vive/Resiste e do movimento Ocupe Estelita.

Saiba +

Mulheres: O nascer é comprido
ONDE? Fundação Joaquim Nabuco. Rua Henrique Dias, 609, 1º andar, Derby, Recife – PE
QUANDO? 23 de julho de 2015, das 20:30 às 22 horas
Visitação: 24 de julho a 23 de agosto de 2015.
Agendamento de grupos de visitantes:
(81) 3073-6772 ou educativoecmm@fundaj.gov.br
Horário de visitação: mediante o agendamento pelo e-mail educativoecmm@fundaj.gov.br

Debate com Chico Ludermir, Moacir dos Anjos e Cristina Teixeira.
ONDE? Memorial da Medicina de Pernambuco. Rua Amaury de Medeiros, nº 206, Derby, Recife – PE.
QUANDO? 23 de julho de 2015, das 18 às 20:30 horas.

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Escritora Jarid Arraes lança As Lendas de Dandara no dia 23 de julho em São Paulo

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A obra que chega para fortalecer a produção literária afro-brasileira será lançada na Casa de Lua e é programação imperdível.

 

 

É com muita alegria que compartilhamos com vocês o lançamento do livro de Jarid Arraes, que contou sua história pra gente não faz muito tempo em nosso especial Elas Nos Representam e agora se prepara para levar ao mundo no próximo dia 23 sua mais novo obra: As Lendas de Dandara.

O livro que hoje ganhou um video muito legal que mostra o processo de criação da ilustradora Aline Valek  acompanhada de uma narração de um trecho com voz da própria Jarid,  mistura ficção, história e um toque de fantasia, onde são narrados dez contos sobre a guerreira quilombola Dandara dos Palmares, companheira de Zumbi dos Palmares.

Com muita aventura, suspense, acontecimentos sobrenaturais e até um pouco de romance, a autora conta de uma maneira mágica a forma como Dandara, desde sua infância, fez feitos dignos de uma lenda!

Educação Afro-Brasileira

Os contos são inspirados em fatos reais da história do Brasil e valorizam a cultura afrobrasileira e a memória de Dandara, tão frequentemente esquecida da historiografia oficial e cuja existência é cercada de controvérsias. Devido a escassez de dados oficiais a seu respeito, a autora sentiu a necessidade de criar narrativas que pudessem inspirar os leitores e espalhar a imagem de uma guerreira negra forte, heroica e protagonista da própria história.

Embora seja voltado para o público adulto e adolescente, As Lendas de Dandara oferece um material inédito para os jovens e pode ser lido para crianças com a mediação de um adulto responsável, por tratar de temas de violência como o tráfico humano e a escravidão.

O evento que vai acontecer na Casa de Lua-SP contará ainda com mesa de debates com a escritora e a ilustradora falando sobre o lugar das mulheres negras na literatura além de coquetel, exposição, sorteio de cordéis e outras surpresas.

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Serviço:
Lançamento no dia 23/07 na Casa de Lua
Horário: A partir das 19h
Endereço: Casa de Lua
Rua Engenheiro Francisco Azevedo, 216, São Paulo-SP – Próximo ao Terminal Vila Madalena
Será possível comprar o livro físico por R$ 35,00 (somente em dinheiro).
O livro também poderá ser comprado a partir do dia 24 no site oficial www.aslendasdedandara.com.br com todas as formas de pagamento disponíveis.
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On_Off dá destaque às apresentações que trabalham a linguagem do som e do vídeo em formatos experimentais e inéditos.

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Além das apresentações, os artistas realizam workshops. Saiba +

Capa: POWER, de Artificiel 

 

De 23 a 26 de julho, no Itaú Cultural, em São Paulo, a mostra audiovisual On_Off  chega à sua décima edição. Neste ano, o destaque são apresentações que trabalham a linguagem do som e do vídeo em formatos experimentais, com os artistas Artificiel e Mirella x Muep – que, além das performances, realizam workshops –, Fernando Velázquez e Tetine. Os três últimos exibem trabalhos inéditos. A curadoria é de Lucas Bambozzi.

Saiba + sobre os artistas

Workshops

As oficinas ocorrem das 14h às 18h. No dia 24, Alexandre Burton e Julien Roy falam sobre o funcionamento de POWEr e outros projetos do Artificiel. No dia 25, Bruno Verner e Eliete Mejorado comentam a atuação do Tetine nas artes visuais, no cinema e na música, a sua colaboração com outros artistas e a produção de The 4th World. São 25 vagas para cada workshop, com inscrições a partir de 14 de julho, pelos telefones 2168 1777 e 2168 1876, de terça a sexta, das 9h às 20h.

Saiba + na Programação.

Serviço

On_Off
quinta 23 a domingo 26 de julho

Gratuito – ingressos distribuídos com meia hora de antecedência

Sala Itaú Cultural – 210 lugares
[os espetáculos não são indicados para pessoas com fotossensibilidade e epilepsia]

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Em Belém, obras audiovisuais exploram e ampliam a linguagem do cinema e do vídeo

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A exposição acontece no Museu Casa das Onze Janelas, de 23 de julho a 20 de setembro. Confira!

Imagem de capa: Frame de Thiago Rocha Pitta em Planeta Fóssil

 

Obras audiovisuais que exploram e ampliam a linguagem do cinema e do vídeo são o foco da exposição Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural, que acontece no Museu Casa das Onze Janelas, em Belém, de 23 de julho a 20 de setembro de 2015.

Com curadoria de Roberto Moreira S. Cruz, a mostra – que reúne significativas obras audiovisuais realizadas por artistas brasileiros nos últimos 50 anos – é dividida em dois núcleos: o histórico, possibilitado pela remasterização e pela recuperação de importantes produções da década de 1970, de artistas como Nelson Leirner, Letícia Parente e Rubens Gerchman; e o contemporâneo, com trabalhos de nomes de destaque na nova geração, como Eder Santos, Brígida Baltar, Gisela Motta e Leandro Lima.

Vale conferir e para ter mais infos basta acessar > aqui

Serviço

Filmes e Vídeos de Artistas na Coleção Itaú Cultural

Quando:
quinta 23 de julho a domingo 20 de setembro de 2015
terça a sexta 10h às 18h
sábado, domingo e feriado 10h às 14h

Quanto: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada) | Gratuito para crianças de até 7 anos, adultos a partir dos 60 anos e portadores de necessidades especiais

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Atelier de Dissidências Criativas discute arte, política e o uso do corpo social nos espaços públicos

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O encontro acontece no Rio e é hoje, 17 de julho às 20h.

 

“O Zaratrusta do Século V da devoração do Bispo Sardinha desceu do Morro pra dizer aos humanos e não humanos que as identidades e os sexos estão mortos.”

Amanhã às 20h no Rio, o Atelier de Dissidências Criativas, espaço coletivo para experimentar, praticar e espalhar o tesão de fazer e pensar política convida a todos para discutir  formas dissidentes do uso do corpo e dos espaços públicos: um CORPO SOCIAL.

Pensamentos e dinamização de estratégias para o livre transito entre corpos, gêneros, subjetividades e espaços do interior do capitalismo pra fora dele serão apresentados em debates, performances, filmes, montação, delicinhas apimentadas e festa.

O encontro vai acontecer na Casa Nuvem e para mais informações basta acessar aqui

+ sobre O Atelier de Dissidências Criativas

Espaço de debate e ação. Espaço de uma arte que REAL-liza no aqui e no agora, que se alimenta e alimenta movimentos sociais e propõe outros tipos de dissidências, fugindo dos clássicos rituais de protesto.  No atelier criamos materiais diversos de insurgência poética: material gráfico, sonoro, vídeo, contra-publicidade, traquitanas, roupas, performances, etc.

Serviço: Hoje, 17 de Julho às 20h na Casa Nuvem – Rua Morais e Vale 18,  Rio de Janeiro

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