Category: Pulsa

Confira a lista de filmes selecionados no Silicon Valley African Film Festival – Spotlight Brazil

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Dos 33 inscritos, 05 foram selecionados para participar do Spotlight Brazil em outubro na Califórnia. Saiba +

Fruto de uma colaboração que conecta a diáspora africana do Brasil, EUA e mais de 15 países africanos, o NoBrasil apresenta pela primeira vez uma parceria com o Festival de Cinema Africano do Vale do Silício (SVAFF – Silicon Valley African Film Festival), que acontece de 14 a 16 outubro, em Mountain View no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Chegando na sua sétima edição unindo comunidades, culturas e continentes, este ano o festival criado pelo nigeriano Chike C. Nwoffiah faz um chamado especial para xs cineastas brasileirxs cujas obras reflitam imagens, narrativas e histórias que tragam como inspiração os trânsitos da cultura afro-brasileira. Como resultado da parceria, criou-se no Festival o Spotlight Brazil, espaço destinado à produção de filmes brasileiros.

Dos 33 inscritos, 05 foram selecionados. Confira a lista e agradecemos a todxs por participar!

 

Das raízes às pontas

From the Roots to the Tips (Portuguese / English subtitles)
20 minutes / 2015
Documentary Short
Director: Flora Egécia
Country: Brazil
Despite the country’s image of accepting all types of people, racism is a daily occurrence in Brazil that affects black peoples.”From the Roots to the Tips,” speaks of the acceptance of curly hair as a statement of black identity in the country.

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Òrun Àiyé

12 minutes / 2015
Animation
Director: Jamile Coelho / Cintia Maria
Country: Brazil
Òrun Àiyé shows the trajectory of Oxalá in its mission to create the world.

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Kbela 

15 minutes / 2016

Documentary Short

Director: Yasmin Thayná

Country: Brazil

A sensitive look at the experience of racism suffered by black women in Brazil. Beautifully photographed and packed with symbolism, song and movement, Kbela invokes the ancestral powers and beauty of Mama Africa as expressed in the natural hair of the black woman. It invites us on a transformational journey of self discovery, self-representation and empowerment.

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Port of Little Africa 

77 minutes / 2014
Documentary Feature
Director: Claudia Mattos
Country: Brazil
The origins of Rio de Janeiro’s Port Area, nicknamed Little Africa. A place of strong African cultural heritage, where samba, football, many important social and workers rebellions, Rio’s bohemian lifestyle and the city’s first favela were born. Little Africa taught Rio how to be carioca.

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Snack Time

15 minutes / 2015
Narrative Short
Director: Claudia Mattos
Country: Brazil
If it wasn’t for the free lunch at the public school, the brothers Joalisson, Joedson and Jowilson would starve the entire day, because their single mother is unemployed and the family is in a big financial problem. But she doesn’t want the neighbors to know they have no food at home. Every afternoon she obliges the boys to stand at the front window pretending they’re having snack time. How long will this humbug go on?

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Atos de criação, auto-ressignificação: performando o imaginário mulher

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É o tema da palestra que vamos ministrar hoje no ciclo de seminários Entre Fronteiras Artísticas que acontece na Oficina Cultural Oswald Andrade como parte das ações da peça Dramas de Princesa, que investiga a situação da mulher diante dos mitos dominadores criados pela sociedade do espetáculo.

A partir de 1º de setembro, a ciadasatrizes encena Dramas de Princesas, texto de Elfriede Jelinek, escritora austríaca vencedora do Prêmio Nobel, que investiga a situação da mulher diante dos mitos dominadores criados pela sociedade do espetáculo. As apresentações ocorrem na Oficina Cultural Oswald de Andrade, às quintas, sextas e sábados às 20h,  até 1º de outubro com entrada gratuita.

Dando vida a 05 narrativas através de 05 instalações com impecável cenografia, a peça protagoniza os estereótipos, o pensamento misógino, os fantasmas femininos célebres que ganham voz, discursando sobre sua contraditória posição entre fama e apagamento, poder e impotência, status e vitimização. Essas “princesas” entram em embate com a Morte (quase sempre representada por um homem) e com a própria dificuldade de simplesmente ser mulher na sociedade.

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Na primeira história, Branca de Neve se depara com o caçador, que representará um papel bastante diferente daquele do conto de fadas; na seguinte, Bela Adormecida acorda de seu profundo sono e precisa lidar com seu destino: o suposto príncipe que a beijou para quebrar o feitiço agora tem direito sobre ela.

Rosumanda é a protagonista da terceira cena, que narra a tentativa da personagem-título de retomar o trono de Chipre, seu por direito, mas usurpado pelo governador Fulvio, que tenta seduzi-la; em seguida, Jackie Kennedy compartilha com a plateia as agruras de não conseguir se livrar da lembrança de todos mortos da família. Por fim, no último ato, as poetas Sylvia Plath e Ingeborg Bachmann enfrentam uma parede invisível, mas impossível de ultrapassar.

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Como parte de um ciclo de conversas que debate as fronteiras artísticas, o pensamento crítico e os processos de criação, vamos participar hoje às 16h da palestra Atos de criação, auto-ressignificação: performando o imaginário-mulher.

Uma peça que apresenta toda a potência do teatro como lugar possível para se performar o conhecimento e ressignificar os valores sobre investidos nos corpos e na imagem da mulher.

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Explode Residency

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Dia 29 de agosto vamos fazer parte da programação da Residência Explode num bate-papo com os artistas Daniel Lima e o haitiano Pierre-Michel, Jean. Saiba +

 

Dia 29 de agosto faremos parte da programação da Explode Residency, uma residência internacional que buscará instaurar um espaço de experimentação e debate em torno de corpos que escutam, dançam, resistem, manifestam-se e tornam-se visíveis, a partir da experiência e exposição a diferentes tipos de sons e músicas, advindos, principalmente, das periferias.

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Numa imersão de onze dias (entre 23 de agosto e 02 de setembro de 2016) em uma casa na zona leste de São Paulo, localizada na Vila Nova York, a Explode reunirá uma comunidade de artistas, músicxs, dançarinxs, agentes culturais e pesquisadores, conduzidos por uma experiência de escuta pelos integrantes do grupo norte americano Ultra-red. Vamos bater um papo com os artistas Daniel Lima e com o haitiano Pierre-Michel, Jean.

Este evento é parte da plataforma Explode!, que pesquisa e experimenta noções de gênero, sonoridades, visualidades e cultura de periferia. EXPLODE! Residency é uma curadoria de Claudio Bueno e Joao Simoes, em colaboração com Queer City, um projeto de Lanchonete e Musagetes.

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Entrevista ao Repórter SP na TV Brasil

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Confiram!

 

Agradecemos ao convite para participar ao vivo do Repórter SP, programa da TV Brasil. Na entrevista nossa diretora criativa Diane Lima, fala sobre o NoBrasil, o AfroT e sobre a Conexão Brasil com o 7th Festival de Cinema Africano do Vale do Silício (SVAFF) que tem inscrições abertas até dia 01 de agosto! Inscrevam-se!

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A gente transbordando…

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Juntas NoBrasil que pulsa!

Fotos: Mandyh Castro

A gente vai caminhando, fruindo conexões, expandindo nosso corpo-político pulsando conectar as experiências de quem está transformando criativamente a cultura do país. Em nossas andanças e processos de 2015 a gente se conectou com a comTurbante Ale Gama, uma das imersas na primeira edição do AfroT. Agora ela está com a gente, ocupando a Co-Editoria e a Mentoria de Projetos da casa.

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Nossa Diretora Criativa Diane Lima + Ale Gama, na Roda Leituras in|Visíveis do IBAÔ

Ale é Mestre em Educação (UFSCar), especialista em Inventário de Patrimônio Cultural pela Universidade de Lisboa. Com uma atuação transdisciplinar, ela busca intersecções entre expressividades artísticas (+) criação estética e seus fluxos identitários (=) como modos de produção criativa, via descolonização cultural. Dia 7/7 recebeu o Diploma de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Campinas (SP), sua cidade natal, onde foi uma das co-fundadoras e coordenadora de projetos do Ponto de Cultura e Memória IBAÔ.

13592659_787566694678890_4400379578086952832_nAle Gama recebe o diploma de Mérito Cultural do Vereador Gustavo Petta na Câmara Municipal de Campinas

Celebramos a nossa primeira co-criação  na campanha ‪#‎nãosomoscriaçãodeumhomem |‬ ‪#‎nãoviemosdacosteladeadão‬ e de lá pra cá, seguimos juntas!

Nossa casa vai transbordando com super mulheres! E nós? Seguimos super juntxs, indo à fundo no Brasil!

 

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Leituras inVisíveis (II)

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Criamos contra-narrativas e tessituras de afeto como respostas de cura aos traumas coloniais

Fotos de Mandyh Castro

Como pressentíamos, uma noite de presenças intensas. Mais um encontro de potências, co-inspiração e (re)construção da nossa reexistência – sem que – para existir, peçamos licença.

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“Eu não sou o seu antônimo.” Diane Lima

 

“Sou escritora. Minha estética e ética são politicamente posicionadas, assim como eu. Eu poderia ter nascido nos Estados Unidos, na Colômbia ou no Caribe. Eu me considero uma africana que nasceu no Brasil. Não me afirmo mulher negra, não preciso! A sociedade faz isso por mim.”

Cidinha Da Silva

 

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_ágora Fab Livre – Repensar o fazer na cultura contemporânea

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Vamos participar da mesa Feminismo Negro e Cultural Digital que vai contar com a presença da nossa diretora criativa Diane Lima, da cineasta Vivi Ferreira e da filósofa Djamila Ribeiro. Saiba + e participe!

 

Estamos bem felizes de participar do _ágora Fab Livre numa mesa que vai discutir Feminismo Negro X Cultural Digital e conta com a participação de nossa diretora criativa Diane Lima, da cineasta Vivi Ferreira e da filósofa Djamila Ribeiro. A mediação será Iza A Barbara e mais informações vocês encontram abaixo. Nos vemos lá!

 

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Leituras inVisíveis

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Roda de diálogo sobre as (in)visibilidades das práticas artísticas e culturais negras

Via IBAÔ

Temos provocado e intensificado os debates sobre a (in)visibilização da presença negra em diversos setores da sociedade, dessa forma, ressoado muitas vozes, presenças e narrativas, que a estrutura hegemônica escondeu durante todos os séculos da nossa existência.

As artes, a literatura e outras práticas negras que produzem cultura serão nossos temas de diálogo. Uma roda de presenças intensas, como forma de reflexão e provocação de contra-narrativas e contra-histórias, em resposta às urgências sociais, estéticas e políticas do nosso tempo.

Para nossa roda, é com imensa felicidade que teremos as falas inspiradoras de Diane Lima e Cidinha Da Silva.

Diane Lima é Curadora e Diretoria Criativa do NoBrasil, uma plataforma com foco na cultura brasileira, que se preocupa em discutir, desenvolver e difundir a diversidade brasileira de forma ética, estética e estratégica conectando pessoas e marcas, co-criando ações e experiências colaborativas. É também mediadora da mesa “Diálogos Ausentes”, encontros mensais sobre a produção e a presença de artistas negros em diferentes áreas de expressão, realizados pelo Itaú Cultural (SP).

Cidinha da Silva é escritora e historiadora, autora dos livros “Racismo no Brasil e afetos correlatos”, “Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil”, “Cada Tridente em seu lugar”, “Os Nove Pentes D’África”, entre outros, além de blogueira e colunista dos portais Diário do Centro do Mundo, Fórum, Geledés, e do seu blog pessoal. Recentemente lançou seu nono livro “Sobre-Viventes!”, que tivemos a honra de receber em nossa casa.

Convidamos artistas, realizadorxs, formadorxs, semeadorxs culturais e todas as pessoas interessadas neste tema a estar conosco nesta roda pra lá de poderosa!

Rua Ema, 170 – Nóbrega – Campinas, SP | 19h30

A convite do Ponto de Cultura e Memória IBAÔ estaremos na roda Leituras inVisíveis, confira!

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Lanchonete + Instituto Goethe recebem Lucia Nhamo no Novas Diásporas – Episódio Haiti

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Artista em residência, Lucia Nhamo explora contra narrativas e conflitos raciais na sua obra. Programe-se!

 

Para a plataforma Lanchonete.org, estamos colaborando com a residência artística da artista do Zimbabwe Lucia Nhamo, que passou por Salvador e agora está em São Paulo como premiação pela sua participação na Bienal de Bamako, iniciativa da Lanchonete e do Instituto Goethe. Para quem não conhece, a Lanchonete  é uma plataforma cultural contínua focada em como as pessoas vivem e trabalham, compartilham e sobrevivem na cidade contemporânea, tendo o Centro de São Paulo como panorama.

Dentre visitas, participações em eventos e conexões com a cidade, Lucia que hoje vive na África do Sul e explora contra narrativas e as relações de poder através de performances, videos e esculturas englobando especialmente em seu trabalho questões sobre identidade racial e cultural, também irá participar do Novas Diásporas – Episódio Haiti, ação coordenada pela Invisíveis Produções do artista Daniel Lima que acontece no próximo dia 18 de junho. O projeto tem como propósito gerar conhecimento através das vozes dos próprios protagonistas da migração e oferecer um espaço de escuta e compartilhamento das experiências vividas pelos migrantes  equacionadas com diferentes campos de conhecimento. Tomando o país como símbolo de luta quilombola transcontinental, o episódio Haiti prevê várias atividades no Goethe-Institut.

 

Como a migração e o controle social constroem complexos diagramas de poder entre os territórios do Hemisfério Sul? “O Haiti é a primeira e única nação criada a partir de uma revolução escrava e pode ajudar a criar uma narrativa da nossa história de resistência” reflete o artista visual Daniel Lima, idealizador do projeto.

 

Confira a programação e saiba +

15h00 | abertura

15h15 | introdução
daniel lima, invisíveis produções
katharina von ruckteschell, goethe-institut
fundação heinrich böll

15h30 | roda “perspectivas para a imigração haitiana
no Brasil”
fedo bacourt, usih
padre paolo, missão paz
laurie jeanty, usih
mediação: felipe teixeira

16h00 | roda em subgrupos

17h00 | roda em debate

18h00 | degustação culinária haitiana

18h30 | canto com pierre michel jean

18h45 | canto com lucia nhamo

19h00 | canto com behrman garçon

19h15 | canto com patrick dieudonne, joel orelien,
woodline chery e evens predestin

19h30 | canto nou pap obeyi
daniel lima | eugênio lima | roberta estrela d’alva
felipe teixeira | fernando coster | satellite musique

20h15 | show satellite musique

20h45 | fraternização

O Novas Diásporas tem apoio da Fundação Heinrich Böll e do Lanchonete.org e integra projeto Episódios do Sul, concebido pelo Goethe-Institut. O Episódios do Sul visa buscar visões e contribuições do Sul na arte, na ciência e na cultura, em um contexto de crescente globalização.www.goethe.de/brasil/episodios

 

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Os Brasis em São Paulo

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A convite dos Brasis, vamos participar do projeto Os Brasis em São Paulo, um festival para revelar mestres da cultura brasileira que vivem em São Paulo e que vai acontecer no Red Bull Station. Saiba +

Foto: Ratão Diniz

 

“Temos um mestre negro, antigo e que é pilar do samba paulista, uma mulher negra, baiana e que leva o samba de roda e sua voz de trovão pelos cantos daqui, uma mulher negra, maranhense, que carrega a graça no nome e um mestre indígena que é pra gente escutar quem tava aqui antes da gente chegar”.

Esse é o depoimento de Hanayrá Negreiros que integra a equipe do Os Brasis em São Paulo, um festival para revelar mestres da cultura brasileira que vivem em São Paulo e que vai acontecer no Red Bull Station. Projeto da pesquisadora Mayra Fonseca do Brasis e que acontece a partir do dia 18 de junho com uma programação aberta, estaremos junto com mestras e mestres do quilo de Nega Duda, Graça Graúna e Carlão do Perruche, integrando a programação de saberes com a fala Descender para transcender: a arte visual como linguagem para o exercício da liberdade afro-brasileira, a experiência no festival AfroTranscendence. Como convidada da nossa diretora criativa Diane Lima que é uma das mentoras do projeto, receberemos a artista Aline Mota, que foi uma das selecionadas da imersão AfroTranscendence e vai fazer uma conversa com objeto com o seu livro Escravos de Jó.

Confira a programação e não perca!

 

OS BRASIS EM SÃO PAULO – PROGRAMAÇÃO ABERTA

Data: 18/06/2016
Horário: 14 às 22 horas
Local: Red Bull Station (Praça da Bandeira, 137, Centro)
Programação gratuita.
Lotação por ordem de chegada, sujeito à capacidade da sala (100 lugares).

14:30 horas – Os mestres e a cidade: o patrimônio vivo como protagonista urbano e a experiência no projeto Mestres Navegantes.
Por João Rafael Cursino – Dr. em História pela USP, músico e um dos redatores do projeto Mestres Navegantes em sua edição São Luiz do Paraitinga.

Rafael é músico e agente de cultura em sua cidade, São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Seu trabalho de pesquisa é sobre o impacto positivo e fundamental da atuação dos mestres de cultura para a reconstrução da cidade de São Luiz após a enchente que, no ano de 2010, destruiu boa parte do patrimônio material da cidade. Além de compartilhar essa pesquisa, ele irá contar a sua experiência como um dos redatores da primeira edição do projeto Mestres Navegantes, realizada também em São Luiz. Mais informações sobre o projeto em http://www.mestresnavegantes.com.br/.

15:00 horas – Estética do bem-querer: a fotografia como ferramenta para empatia e resistência cultural.
Por Ratão Diniz – fotógrafo independente formado pela Escola de Fotógrafos Populares.

Construindo uma relação de respeito e responsabilidade, Ratão registra principalmente resistência e beleza brasileira: favelas em sua cidade (Rio de Janeiro), interiores de casas, festas ditas populares, grafite. Fotógrafo independente, vem documentando desde 2007 o projeto Revelando os Brasis. Já participou de inúmeras mostras fotográficas no Brasil e é autor do livro Em Foto (Mórula Editorial, 2014: Rio de Janeiro).

15:30 horas – A voz dos sujeitos: a comunidade como autora da sua história, o caso do jornal A Sirene.
Por Gustavo Nolasco – O mineiro é roteirista, escritor e jornalista e se especializou no “ouvir histórias” para criar e produzir conteúdo. Faz parte do coletivo #UmMinutoDeSirene.

Fala sobre a criação e funcionamento de A Sirene, um jornal feito por e para os moradores de Mariana e Bento Rodrigues após o rompimento da barragem, com a presença do coletivo #UmMinutodeSirene, buscando a memória e a salvaguarda das histórias locais e com a intenção de que as pessoas não se esqueçam do maior crime ambiental da história recente do Brasil.

16:00 horas – Descender para transcender: a arte visual como linguagem para o exercício da liberdade afrobrasileira, a experiência no festival Afrotranscendence.
Por Diane Lima e Aline Motta – Diane Lima é baiana da Chapada Diamantina, Diretora Criativa do NoBrasil, curadora e conectora de projetos de arte e criatividade com a proposta de exercitar diversidade e liberdade para o Brasil, mestranda em Semiótica pela PUC SP. Aline Motta é artista plástica carioca, foi uma das imersas no festival AfroT e atualmente desenvolve projetos a partir de sua pesquisa em ancestralidade afrobrasileira.

Diane irá compartilhar o processo de pesquisa e curadoria do festival AfroTranscendence e o projeto de audiovisual em websérie que documenta e amplifica as discussões do encontro. Aline Motta irá apresentar o seu livro/arte Escravos de Jó, projeto de arte audiovisual que reflete e problematiza o que está por trás da brincadeira.

16:40 horas – Outras narrativas: a literatura como plataforma para compartilhar outros modelos de pensamento e aproximar mundos.
Por Graça Graúna – Mulher indígena do povo potiguara, PHD em letras pela UFPE, escritora de livros infantis e narrativas com base na cosmogonia indígena.

Graúna é atualmente uma das principais referências em pensamento e criatividade indígena no Brasil e América Latina. Em sua fala, vai compartilhar o seu processo de escrita e registro, como algumas de suas recentes obras literárias.

17:30 horas – Aprender com um Mestre: ouvir e amplificar novas vozes.
Por Mestre Carlão do Peruche.

Sabedor da tecnologia do Jongo, fazedor de Samba de Pirapora. Homem negro que canta e leva o Samba pelas ruas desta sua grande cidade que é São Paulo. Foi com seu pai e seus mais velhos que ele aprendeu que o canto e a cuíca são poderosas ferramentas para amplificar a voz do seu povo: da Zona Rural à Velha Guarda do Peruche.

18:00 horas – Aprender com um Mestre: a filosofia da natureza.
Por Mestre Pedro Luiz Macena.

Indígena Guarany desses que andaram pelo Sul, com histórias de antepassados por lá. Pedro Luiz Macena é Mestre de sua cultura – é ele quem ensina saberes e fazeres ancestrais para as crianças na Aldeia do Jaraguá, no município de São Paulo. Educador cultural e também espiritual, seus guias são a natureza e a simplicidade.

18:30 horas – Aprender com uma Mestra: o potencial da ancestralidade.
Por Mestra Nega Duda.

Mulher, negra, nascida no dia 13 de maio, no Recôncavo Baiano. Foi depois – e por causa – de algumas rodas e muita labuta que ela veio para São Paulo: para contar, na voz e no corpo, a história dos seus; para difundir, no Samba de Roda, a cultura de seus antepassados. A música é seu fazer, a oralidade é seu saber.

19:00 horas – Aprender com uma Mestra: o trânsito e a resistência.
Por Graça Menezes.

A mais velha da Família Menezes em São Paulo, Graça faz e toca caixa, faz Festa do Divino, ensina aos mais novos como tecer comunidade. Do Maranhão para cá, ela e sua família trouxeram fé, história e tempero: entre vários de seus fazeres, o conhecimento do que é fazer comida maranhense.

20:30 horas – O som e a memória: a oralidade como plataforma para contar outras nossas histórias, apresentação musical Zé Manoel.
Por Zé Manoel.

Do São Francisco pernambucano, Zé Manoel resgata de sua infância e origem boa parte das letras que compõe. Das cantigas de lavadeiras e cantos ditos populares dos ribeirinhos, surge a inspiração para suas canções que o colocam hoje como uma das principais revelações da música brasileira.

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Red Bull Station
terça a sexta: das 11h às 20h / sábado: das 11h às 19h
entrada gratuita
www.redbullstation.com.br
-> Como chegar
_metrô: Estação Anhangabaú (linha vermelha)
_ônibus: Terminal Bandeira
_bicicleta: há bicicletário!
_carro: estacionamento na Rua Santo Amaro, 27

 

+ da foto de Ratão Diniz, que é também parte da programação dos Os Brasis em São Paulo: “A comunidade de Regência, na foz do rio Doce, em Linhares, promoveu mais uma edição da tradicional Festa do Caboclo Bernardo, onde aconteceu o 26º Encontro de Bandas de Congos, com a participação de mais de 20 grupos”. Saiba + visitando http://www.rataodiniz.com.br/

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