Category: Memória

NoBrasil abre inscrições para o AfroTranscendence 2016: programa de imersão em processos criativos com foco na cultura afro-brasileira contemporânea.

0

O PRAZO DE SELEÇÃO É ATÉ DIA 06.10 E AS ATIVIDADES GRATUITAS IRÃO OCORRER NO RED BULL STATION, CENTRO DE SÃO PAULO. SAIBA MAIS E INSCREVA-SE!

Em sua 2a edição, AfroTranscendence propõe o encontro e provoca a troca de conhecimento entre pessoas vindas das mais diferentes práticas, experiências e formas de expressões, incentivando-as a criar novas conexões, possibilidades e olhares em seus processos de criação tendo como inspiração a união entre saberes tradicionais e contemporâneos das culturas negras espalhadas pelo mundo.

A imersão

Para a imersão, que acontece de 26 a 29 de outubro, no Red Bull Station, em São Paulo, 20 selecionados participarão de um programa intensivo com especialistas, artistas e pesquisadores, como Makota Valdina Pinto e Grada Kilomba. As atividades são gratuitas e compostas por palestras, laboratórios, workshops e vivências artísticas que serão divididas em 3 eixos centrais: Descender para Transcender: descolonizando o conhecimento; A memória da Criação: panorama para práticas de inversão no contemporâneo; e Estéticas Negra: pesquisa e processos sincréticos.

captura-de-tela-2016-09-12-as-15-34-31

captura-de-tela-2016-09-12-as-15-34-45

Cruzando esses painéis que servem como arquivo, base de pesquisa e referência, neste ano teremos o laboratório de criação AfroTrans, que propõe exercitar coletivamente a criação de um experiência expandida entre todas as linguagens artísticas tendo como suporte a memória, a palavra, o corpo, o som, a imagem e a tecnologia.

Podem se inscrever pessoas vindas das mais diferentes práticas artísticas ou manifestações tradicionais que estejam pesquisando a cultura afro-brasileira e seus trânsitos como forma de performar o conhecimento, gerar um pensamento crítico e experimentar novas possibilidades estéticas.

Todas as atividades são gratuitas. Em breve, divulgaremos a programação completa.

As inscrições vão até 06 de outubro. Acesse o edital aqui !

Conecte-se no Facebook

Comments

comments

Jurema Sagrada – Prólogo

0

Em Jurema Sagrada, especial do mês de setembro, Suzy Okamoto e Rafael Avancini contam a trajetória que percorreram entre juremeiros, babalorixás, yalorixás, ekedjis, Tabajaras e artistas à sombra das árvores e na vibração dos maracás em João Pessoa na Paraíba.

IMAGENS CRIADAS COM O IPHONE SE

Tupi, or not tupi that is the question.

[…]

Catiti Catiti

Imara Notiá

Notiá Imara

Ipeju

[Manifesto Antropófago – Oswald de Andrade]1

 

1 – Lua nova, ó Lua Nova! Assoprai em lembranças de mim; eis-me aqui, estou em vossa presença; fazei com que eu tão somente ocupe seu coração.

 

Jurema Sagrada – Maracá Jurema de Chão. Jurema de Chão no Templo Espírita de Umbanda Acácio Valério em João Pessoa, Paraíba. Excerto da pesquisa de Suzy Okamoto e Rafael Avancini sobre a Jurema Sagrada. Julho/2016

 

A Jurema Sagrada, também conhecida como Catimbó, é um culto mágico-religioso, mistura de pajelança com catolicismo, permeado pelo candomblé e feitiçaria europeia. Sua história que data do século XVI é cercada de clandestinidade e repressões. Imagem do mais alto grau de sincretismo cultural, o culto permanece vivo até hoje especialmente nos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte

Rafael Avancini - Cidades Invisíveis

Lucas Souza – Templo Espírita de Jurema Mestra Jardecilha

Composta de segredos, parábolas, metáforas e símbolos, o Culto da Jurema, seus ritos – adjunto de jurema, jurema de chão, toque de jurema, toré de jurema –  e suas músicas desafiam uma pesquisa definitiva. Ainda que Mário de Andrade, em Música de feitiçaria no Brasil e Câmara Cascudo, em Meleagro, se apresentem aqui como fiéis escudeiros, os enganos e deduções precipitadas sobre o assunto nos espreitam.

Rafael Avancini - Cidades InvisíveisToque de Jurema – Ile Asé Odé Ibualama

 

Se podemos encontrar um fio da meada neste contexto erudito é o fato da jurema ser movediça e rizomática. Jurema é uma árvore-talismã, Jurema é uma cidade de seres encantados e espíritos curandeiros, Jurema é ciência, Jurema é um enteógeno,  Jurema é êxtase, Jurema é uma mulher, poderosa e cheia de sortilégios.

“Para nós, tal justaposição da magia fantástica com o agir objetivo referido a finalidade parece sintoma da cisão, mas para os índios nao ė algo esquizoide, ao contrario, é uma experiência libertadora e patente da ilimitada possibilidade de relação com o mundo ao redor””  (Aby Warburg)

Isto posto, o que vamos contar aqui NoBrasil é a trajetória que percorremos entre juremeiros, babalorixás, yalorixás, ekedjis, Tabajaras e artistas à sombra das árvores do Templo Espírita de Jurema Mestra Jardecilha (em Alhandra), sob a afável oca da Aldeia Barra do Gramame (em Conde), na vibração dos maracás no Templo Espirita de Umbanda Acácio Valério e ao toque do tambor no Ile Asé Odé Ibualama (ambos em João Pessoa).

Esta pesquisa-experiência foi realizada durante a residência artística na Arapuca ArteResidencia de Serge Huot, sob a curadoria de Carlos Mélo, em julho de 2016, na paradisíaca Área de Proteção Ambiental Estadual de Tambaba, município de Conde, Estado da Paraíba e teve o apoio da Fundação Espaço Cultural do Estado da Paraíba, sob o cuidadoso olhar de Edilson Parra.

Rafael Avancini - Cidades InvisíveisPraia de Arapuca – Paraíba

 

SUZSuzy_Okamoto_perfil_NoBrasilY OKAMOTO
Artista visual, Mestre em artes visuais em Estética e História da Arte pelo Instituto de Artes da Unesp. Professora do Núcleo de Design do Centro Universitário de Belas Artes, aonde leciona as disciplinas direcionadas para a pesquisa e criação. Entre suas principais exposições estão “Dor, forma e Beleza”, na Pinacoteca do Estado de SP, IX Salão de Arte da Bahia – Museu de Arte Moderna de Salvador, além de participação em diversos festivais internacionais de vídeo.

 

Rafael_Avancini_perfil_NoBrasil-1  RAFAEL AVANCINI
  Fotógrafo e cinematógrafo gaúcho. Trabalha principalmente com música, moda e arte. Tem sua pesquisa autoral em torno do nu, da performance e das poéticas do corpo, Como cinematógrafo participou do longa-metragem “Amor Líquido”, do diretor Vítor Steinberg e dos curtas, “Coquetel Motolove” junto à escola de cinema Inspiratorium e “Fantasma da Saudade no Vale da Morte” de Lufe Bollini, ganhador do Lisbon International Film Festival 2016 como Best Underground Film” .

 

 

Jurema Sagrada
Conecte-se no Facebook

Comments

comments

No caminho de barro, uma casa de concreto

0

Nessa segunda matéria do especial “Nas águas da Maré”, Thaís Cavalcante da Silva moradora da Maré, conta a história de Severina Lusia. Confira.

Por Thaís Cavalcante da Silva
Imagens feitas com o Ipad Pro e o Iphone SE

 

Os migrantes nordestinos tinham um destino traçado nos anos 80: morar na Maré em busca de melhores condições de vida. Uma dessas pessoas foi Severina Lusia, mulher humilde que decidiu sair do interior da Paraíba para viver na Maré em 1981. Em tempos de desenvolvimento urbano na cidade, a favela pareceu parar no tempo. Nada crescia se não fosse da vontade dos moradores. O espaço, notável nas matérias da tv, era invisível para as autoridades.

Lusia chegou ao Conjunto de Favelas da Maré sem conhecer nada do Rio de Janeiro, porque não tinha televisão no Nordeste. Não tinha nem luz. Só candelabro. E na Maré a história se repetiu por três anos, já que não tinha dinheiro.

Pura ansiedade antes de pisar na cidade maravilhosa. Mas não tinha casa. Sua esperança era encontrar um lugar bom para morar. Tinha lembranças difíceis do trabalho na roça. Na época, o ônibus que viajou 3 dias, foi da Paraíba até a favela Parque Maré. Era tudo estranho. Tinha medo de sair sozinha. A violência já se mostrava parte da nova realidade. A saudade do Nordeste batia:

1

As casas eram construídas cada vez mais perto uma da outra. Sem espaço para varandas. Uma janela se unia a outra casa. E assim a formação rápida do território se tornou populosa, mas ainda com baixo índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Até hoje, o conjunto de favelas tem um número baixo.  Até hoje os moradores lutam por direitos. Saúde. Saneamento. Educação. O básico ainda não é o suficiente.

Morou de aluguel com Geraldo por mais de um ano em um barraco de madeira. A empresa que ele trabalhava faliu, e com tudo o que receberam compraram uma casinha e alguns móveis. Quatro cômodos. Na sala, tinha um fogão, um armário pequeno e a cama de casal – com colchão de capim. Na cozinha, tinha um poço, chamado de “cacimbão”. No banheiro não tinha água, nem chuveiro. Pegavam água da rua e enchiam seus baldes com 20 litros. Lusia ajudava a carregar, mesmo grávida. Resistência.

2

Quatro irmãos de sua família decidiram morar na Maré também. Era mais fácil conseguir emprego, a cidade passava por um crescimento industrial. Puderam apoiar um ao outro, mesmo vivendo em favelas diferentes. As casas careciam de saneamento básico e as ruas sem asfalto. A lama, o mato e o barro faziam parte da rotina dos moradores dali.

O Governo Federal percebeu o crescimento desenfreado de várias favelas na Maré. Decidiu então fazer uma intervenção: aterrar as regiões que ainda estavam alagadas. Os moradores dali, foram transferidos para casas pré-fabricadas de alvenaria. A pressão social e higienização urbana do Rio de Janeiro removeu famílias da favela do esqueleto, para ir à Maré. O poder popular mostrava o quão forte era a união de pessoas que lutavam por direitos. Que lutavam por moradia. Que lutavam pela vida.

A mudança acontecia: a 30º Região Administrativa (RA) se instalou e trouxe ao território o reconhecimento de bairro popular. A iniciativa, aconteceu com o objetivo de mudar a visão externa quanto ao que acontecia nas favelas.

O título bairro, tem peso moral.
Favela não.

Às vezes, caía água do telhado e molhava tudo. Mas isso não desanimou Geraldo na construção da casa que passou de tábua à alvenaria. Os conhecimentos manuais que ele trouxe da Paraíba ajudaram nisso. Quando jovem, construiu casa de pau-a-pique com seu pai. Sabia bem o que estava fazendo. Após a mudança, a família visitou o Nordeste apenas 6 anos depois da chegada no Rio de Janeiro.

4

Hoje Lusia tem casa própria, e duas filhas.

Vive com água encanada, luz, calçada e outras coisas que hoje trazem o nome bairro com mais força.

Mas o reconhecimento de pertencer ao lugar, fazer parte da sua história e do seu crescimento, tem uma palavra que representa perfeitamente: FAVELA.

5

 


thais-cavalcanteThaís Cavalcante da Silva é moradora e jornalista comunitária do Conjunto de Favelas da Maré desde 2012. Acredita no poder da escrita para mudar sua realidade. Já trabalhou como locutora em rádio comunitária, correspondente no portal Viva Favela e atualmente trabalha no jornal comunitário O Cidadão, é correspondente no jornal The Guardian e no portal RioOnWatch.

 

 

 

Nas Águas da Maré
Conecte-se no Facebook

Comments

comments

CINEMA NOVO e CINEMA NEGRO: DA ESTÉTICA DA FOME À ESTÉTICA DO FAMINTO

0

No Brasil, será o Cinema Negro, a “estética do faminto”, capaz de materializar o Zumbi reencarnado anunciado em terras africanas, por Glauber Rocha em “O leão de sete cabeças” ?

“Essa lança partirá a terra em duas. De um lado
ficarão os carrascos; do outro, toda a África…livre.
Contra o ódio, o ódio. Contra o fogo, o fogo.”
(Trecho do diálogo do Zumbi no filme “O Leão de Sete Cabeças”
de Glauber Rocha.)

 

tumblr_oa82kvBpo31twrbr9o1_540No anseio de tentar compreender e definir o Cinema Negro tem-se buscado na aproximação desse gênero ao Cinema Novo para nominar este, daquele, ou vice e versa. A realidade é que as expressões e movimentos culturais tem suas convergências e suas divergências.

Particularmente, me guio pelo ensinamento ancestral de que “cada caso é um caso”, logo, “cada movimento cinematográfico é um movimento cinematográfico”. As tensões são geradas pelas divergências, que por sua vez em muitas ocasiões são geradas pela incompreensão. Diante da tensão apresentada, há sempre a opção de encará-la e se dispor à compreensão com o fim de contribuir com a transformação, essa que enriquece a existência.

Brindemos as tensões. Quando se trata de “Cinema Novo” e “Cinema Negro” elas nos ajudam a transformar nossas existências na compreensão desses dois movimentos cinematográficos.

O ensinamento ancestral, atenua que “tudo com tempo tem tempo”, “cada coisa no seu tempo”, ou ainda que “a fruta só dá no tempo certo”. Destacar as frutas, me faz recordar a fome, e recordar a fome nos permite rememorar uma reflexão de Glauber Rocha, em seu manifesto “Eztetika da Fome”, ao se referir-se ao Cinema Novo como o movimento que:

Mat-3.2

O Cinema Novo é movimento que surge na década de 50 como alternativa de um conglomerado de jovens cineastas que objetivam radicalizar e mudar a estética cinematográfica brasileira, vivendo seu período áureo no inicio da década de 60, quando teve seu curso interrompido pela ditadura militar.

No entanto, não dá para refletir movimentos cinematográficos sem pensar quem são os agentes que o compõe, sobretudo quando este propõe-se como um cinema político. Nesse caso, ninguém melhor para destrinchar um movimento do que alguém que o vivenciou ou vivencia. E nesse ponto a cineasta Adélia Sampaio nos permite fazer uma viagem no nascedouro do Cinema Novo, nesta entrevista :

Em sete minutos de um papo que durou pouco mais de uma hora, a narrativa de Adélia nos permite tirar o raio-x do Cinema Novo, feito por alguém que o vivenciou por dentro, nos fazendo transitar da felicidade e orgulho de uma mulher preta que “pulou o muro” e não abriu mão do sonho de realizar cinematograficamente, a dura realidade de que a branquitude e a masculinidade imperaram no Cinema Novo.

tumblr_o8kqmpvsu91twrbr9o1_r1_540Os choques estéticos protagonizados pelos cinema novistas são inquestionáveis, dentre eles destaca-se o fato de ter sido o movimento que garantiu o marco de corpos negros e expressões culturais negras sendo levados às telas do cinema como representantes legítimos da cultura popular nacional. Dando respaldo a compreensão de que o Cinema Novo aglutina muitas obras com “conteúdo negro”, ou seja, conteúdos extraídos da cultura afro-brasileira. O que não nos permite confundir o cinema de conteúdo negro, com o movimento cinematográfico intitulado de “Cinema Negro”. Dirimindo assim, a principal tensão ou compreensão equivocada de que o “Cinema Novo” tenha sido “Cinema Negro”.

Os “bem nascidos” do Cinema Novo, na imersão artística exploratória da “fome”, tiveram a sua disposição os “famintos” para serem porta-voz dos seus discursos e anseios, permitindo que na década de 70 ícones como: Zózimo Bulbul, Antônio Pitanga e Waldir Onofre, que atuaram em muitos filmes cinema novistas, subvertessem a ordem e arriscassem a linguagem cinematográfica como uma possibilidade de expressão de suas existências raciais. Com restos de películas de um dos filmes do Cinema Novo, Zózimo Bulbul roda o curta “Alma no Olho”(1973); em contato com os que detinham os meios de produção no Cinema Novo, Waldir Onofre filmou “As Aventuras Amorosas de um Padeiro”(1975) e Antônio Pitanga filmou o longa “Na Boca do Mundo”(1976).

Glauber Rocha, como legitimo representante do cinema novo, em conexão com os italianos e os franceses, numa coprodução ítalo-francesa, rodou no Congo o filme “O leão de sete cabeças”(1970) reiterando sua escolha estética de chocar por meio do prenuncia da violência como solução para conflitos políticos e sociais; Bulbul, titular da legítima paternidade do “movimento cinema negro brasileiro”, em conexão com Ousmane Sembene e outros cineastas africanos durante exílio em Paris, compreendeu a importância de um “cinema indentitário”, um cinema realizado pelos “famintos”, eternizando “Alma no Olho” como marco de nascimento do movimento político cinematográfico Cinema. No Brasil, será o Cinema Negro, a “estética do faminto”, capaz de materializar o Zumbi reencarnado anunciado em terras africanas, por Glauber Rocha, em “O leão de sete cabeças” ?

Há coerência no “faminto” que entrega a vida para se distanciar da “fome”. Tanto, quanto há na compreensão de que cada movimento político cinematográfico é titular da própria estética.

 

Bibliografia:
1- História e Cinema – Maria Helena Capelato, Eduardo Morettin, Marcos Napolitano, Elias Thomé Saliba. 2 ed. São Paulo: Alameda, 2011.
2- Cinema e História: teoria e representações sociais no cinema – Jorge Nóvoa, José D’Assunção Barros. 2ed. Rio de Janeiro: Apicuri, 2008.
3- A Utopia no Cinema Brasileiro: matriz, nostalgia, distopia – Lúcia Nagib. São Paulo:Cosac Naify, 2006.
4- http://www.tempoglauber.com.br/t_estetica.html

 


vivianeViviane Ferreira é cineasta e advogada com atuação voltada para direitos autorais, direito cultural e direito público. Com um olhar cinematográfico referenciado no cinema de Zózimo Bulbul, assina a direção dos documentários: Dê sua ideia, debata; Festa da Mãe Negra; Marcha Noturna e Peregrinação. Na ficção inicia com o curta experimental “Mumbi 7 Cenas pós Burkina” estrelado por Maria Gal. E chega ao Festival de Cannes -2014 com o curta-metragem “O dia de Jerusa” estrelado por Léa Garcia e Débora Marçal. Preside a Associação Mulheres de Odun e é Sócia-fundadora da empresa Odun Formação & Produção.

 

 

O que é Cinema Negro?
Conecte-se no Facebook

Comments

comments

Editoria Compartilhada | Resultado

0

Confira o resultado dxs seis editorxs selecionadxs!

Por Ale Gama

Dois sentimentos traduzem a experiência que tivemos neste final de semana, nesse momento tão importante de selecionar as editorias que irão ocupar a nossa plataforma: prazer e celebração. Foi muito prazerosa a experiência de ler pessoas e iniciativas que, indo a fundo em nossa diversidade, tem produzido formas criativas para causar as micro-revoluções tão necessárias ao nosso tempo.

Celebramos nosso corpo expansivo olhando para os vários dispositivos semeados Brasil adentro. Processos disparadores de potência. Com os ensinamentos das filosofias ancestrais africanas, aprendemos que as razões instintivas, sintéticas e analíticas, coexistem. As ervas maceradas geram sumos e insumos para as curas do ser. Os povos da terra, os ribeirinhos e quilombolas nos ensinam que a ciência é composta por diversos modos de saberes e o urbanismo pode ser tático, orgânico e sinestésico, enquanto a física quântica nos atravessa 24 horas por dia.

O tempo das urgências sociais nos desafia para a formação dessa rede, das conexões com a natureza, com as comunidades e os territórios que habitamos. A tecnologia sendo útil na criação, registro e descentralização das informações, compartilhando desejos e anseios,  fazendo ressoar aos quatro cantos do país, outras vozes, outras narrativas. A expressividade que forma vocabulários e linguagens, nos impulsiona à criação de novas metáforas e experimentos diferentes das formas hegemônicas, assim, propomos a inventividade como enfrentamento das violências simbólicas.

A densidade inscrita nas 60 propostas que recebemos (e celebramos!) para ocupar a nossa casa, nos rendeu o duro exercício seletivo, mas com isso, transbordamos de felicidade por caminhos tão inovadores e sensíveis à nossa diversidade, pulsando transformações e novos olhares de mundo. A massiva presença das mulheres (uhuu!) se torna um espelho de quem e o quê veremos nas próximas edições e nos próximos seis meses: vamos transitar pelo Ceará, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraíba e São Paulo.

Nossos critérios para essa seleção atravessaram gênero, regionalidades e a ideia de descentralização do eixo Rio-São Paulo. Também, idade, temática, as narrativas e seus lugares de produção. Nossas escolhas envolveram temas ligados aos saberes tradicionais, cartografia + intervenção urbana, literatura, cinema e favela, com suas formas múltiplas de criação, circulação, enraizamento e ruptura.

Ramificar nossa plataforma para a editoria compartilhada é vibrar a formação de uma rede que tanto esperávamos e notadamente já nasce existindo, só nos faltava a conexão, o ato de criar fluxos convergentes Por uma Política da Diversidade!

Viviane Ferreira, BA

Thaís Silva, RJ

Marilia B. Soares, SP

Diedra Roiz, SC

Clébson Oscar, CE

Suzy Okamoto, SP

Conecte-se no Facebook

Comments

comments

Assista ao 4° episódio da série AfroTranscendence com Mãe Beth de Oxum

0

Nesse quarto episódio da nossa série, a ativista, comunicadora e embaixadora das matrizes africanas Mãe Beth de Oxum, fala sobre comunicação, tecnologia e o papel da criação de novas mídias como ferramenta para ressignificar e dar visibilidade as culturas dos povos negros e indígenas.

 

“A gente não separa festa de militância, hoje a gente tem uma comunicação que pauta o estado e que não é pautada em lugar nenhum. Eu acho que a comunicação hoje é um gargalo no país e os povos tradicionais precisam da sua comunicação! A gente precisa rackear, criar as nossas rádios, criar nossas tv’s. Se a comunicação do país está vendida para meia dúzia de famílias, o povo tem que virar esse jogo! Temos que criar uma comunicação para mostrar o povo preto, o povo indígena e mostrar inclusive os arranjos produtivos locais que tem sido feito nas periferias, mostrar que o nosso jovem tem um potencial grandioso! A gente tem que ter mídia pra trazer axé, não esse sentido comercial, capitalista, nocivo que está aí, mas um sentido que nos dê condição da gente andar nessa terra valorizando ela, porque sem terra, sem comunicação e sem água, não tem sentido a nossa vida.”

Captura de Tela 2016-06-27 às 17.45.50

Iyalorixá do Ilê Axé Oxum Karê, musicista, cantora, compositora, com vasta experiência no segmento de cultura popular, Mãe Beth de Oxum é um símbolo da cultura pernambucana e difusora do Coco de Umbigada, uma manifestação cultural que veio do século passado com os seus avós. Como líder, vem defendendo a importância da tecnologia à serviço da cultura de matriz africana, o que levou-a a criar à frente do ponto de cultura Coco da Umbigada, uma rádio, programas para a TV, web além do jogo Contos de Ifá, desenvolvido em uma licença livre com o objetivo de contar a história dos Orixás.

IMG_5236-2

“O Brasil é um país que assassina muitas mulheres, assassina muitos jovens, aí tá o extermínio da juventude negra! 50 mil jovens mortos e a sociedade não se indigna com isso. A gente vive num país que fala de guerra o tempo todo, na Síria, no Egito e tal, e a guerra aqui contra o jovem negro que é morto todo dia pelo simples fato de ser pobre e preto? Então a gente precisa de políticas públicas,  a gente precisa de comunicação, de rádio, de tv pra desmascarar essa realidade. Porque não é interessante mostrar a força e a cultura que esses territórios negros tem? “

IMG_5240-2

Dirigida por Yasmin Thayná e escrita por Diane Lima, a série será lançada quinzenalmente e você pode acompanhar aqui, nos canais do NoBrasil. Para ver todos os episódio, é só clicar nas miniaturas abaixo e ir fundo.

Websérie AfroTranscendence

Dirigido por Yasmin Thayná
Escrito por Diane Lima
Produção: Hanayrá Negreiros
Direção de fotografia: Raphael Medeiros
Som: Avelino Regicida
Montagem: Renato Vallone
Still: Alile Dara Onawale

Vá Fundo.

Conecte-se no Facebook

Comments

comments

Paulo Nazareth no 3° episódio da série AfroTranscendence

0

Nesse terceiro episódio da nossa série, o artista Paulo Nazareth fala sobre deslocamentos, geopolítica, movimentos migratórios e revela o porque a sua identidade caminha junto ao seu corpo.

Mineiro, Paulo Nazareth é um dos principais artistas brasileiros contemporâneos. Fazendo do seu comportamento uma arte de conduta e do seu caminho perfomance, coloca a presença do seu corpo no mundo como um dispositivo intensivo para discutir os limites entre centro e periferia, estratificação social e relações raciais. Questionando ainda os valores do mercado da arte através do discurso racial e dos resíduos que as suas movimentações migratórias geram, desestabiliza e detona as estruturas e o olhar do outro deixando sempre um rastro de provocação. Nesse momento no continente africano participando da exposição Travessias na Bienal de Dakar no Senegal junto com outros nomes que passaram e passarão pela nossa série como os artistas Daniel Lima e Moisés Patrício, Paulo é o terceiro convidado da série AfroTranscendence, material audio-visual que vem para compartilhar a experiência de aprendizado coletivo do programa de imersão em processos criativos AfroTranscendence, que aconteceu em outubro de 2015 no Red Bull Station, em São Paulo.

“O poder caminhar, o poder andar é muito forte. É um poder. Porque quando eu encontro com os Kaiowas, com os Guaranis, para eles não existiam fronteiras entre Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, não existia onde marcava, todos podiam transitar. Depois da criação dos estados, isso dificulta o deslocamento, cria ou se deseja criar uma identidade que não pertence a eles. Essas fronteiras são todas novas e são todas artificiais, na real não existem, elas são todas impostas. Onde está a fronteira realmente?”
Captura de Tela 2016-05-03 às 08.26.49

Dirigida por Yasmin Thayná e escrita por Diane Lima, a série será lançada quinzenalmente e você pode acompanhar aqui, nos canais do NoBrasil. Para ver todos os episódio, é só clicar nas miniaturas abaixo e ir fundo.

Captura de Tela 2016-05-03 às 08.29.58

 

Websérie AfroTranscendence:

Dirigida por Yasmin Thayná
Escrita por Diane Lima
Produção: Hanayrá Negreiros
Direção de fotografia: Raphael Medeiros
Som: Avelino Regicida
Montagem: Renato Vallone
Still: Alile Dara Onawale

 

Vá Fundo.

Conecte-se no Facebook

Comments

comments

Escravos de Jó + Receita para dar o troco + Quem ama a ama preta? no Ateliê397

0

A artista Aline Mota convida Aryani Marciano, Janaína Barros e Wagner Leite Viana no encerramento da residência artística do Ateliê397 neste sábado na Vila Madalena.

Foto de capa de Aryani Marciano

Neste sábado 07 de maio acontece no Ateliê397  o encerramento da primeira edição do projeto Estamos (muito) abertos, uma imersão de dois meses na qual artistas selecionados numa chamada pública, estiveram envolvidos em seus processos mediados por acompanhamentos críticos, apresentação de portfólio e visitações públicas ocupando o galpão na Vila Madalena numa experiência híbrida de ateliê compartilhado e residência artística. Dentre os 86 inscritos (56 pré-selecionados) chegou-se aos 4 artistas residentes entre eles a artista Aline Mota,  que também foi uma das 20 participantes no AfroTranscendence 2015 e que vem desenvolvendo sua pesquisa em torno de temas como memória, identidade e novas formas de aprendizado coletivo. Para o encerramento do Estamos (muito) abertos, Aline apresenta Escravos de Jó,  um objeto de mediação em formato de publicação que abre diálogos construindo e desconstruindo novas narrativas a partir da cantiga Escravos de Jó: “uma experiência reveladora da potência existente no trabalho de um artista que se quer agente e que através do seu trabalho, nos possibilita uma conversa com um objeto que nos coloca a pensar jeitos outros de performar o conhecimento e descolonizar até aquilo que se molda de forma mais inocente e cristalizado nos arquivos da memória”, completa Diane Lima, curadora do AfroTranscendence que esteve presente em uma das sessões abertas  promovidas pela artista, na qual recebeu outros artistas e pensadores de diferentes linguagens para abrir um espaço de diálogo e colaboração com a obra.

Ampliando e criando outros agenciamentos, Escravos de Jó ganha ressonância com mais duas performances: Receita para dar o troco  dos artistas-pesquisadores Janaína Barros e Wagner Leite Viana e Quem ama a ama preta? de Aryani Marciano, também umas das participantes do AfroTranscendence 2015.  Em Receita para dar o troco, Janaina e Wagner também traçam um paralelo levantando a questão sobre a possibilidade de descolonizar o pensamento sobretudo através da palavra como local onde se instituem relações de poder: “Acrescentar sobre as fabulações em torno dos corpos e dos afetos. Para duvidar se os lugares das assimetrias ou das subalternidades estão dados previamente. Será servida uma fatia de bolo, interrogando o público para perceber como as trocas efetivam e instauram lugares de reinvenção.”

Já Aryani Marciano irá apresentar em Quem ama a ama preta? o que ela define como “um canto de Aryani Marciano e de mulheres pretas além dela, anteriores e contemporâneas”. Uma dose de blues, rap e maracatu sobre raça, gênero e seus reflexos nos relacionamentos amorosos em que a artista citando Grada Kilomba nos coloca a pensar sobre a boca, reflexão que nos conecta com o texto A Cura também inspirado na obra Plantation Memories da mesma autora e que pode ser visto-lido aqui:

“A boca é um órgão muito especial, ela simboliza a fala e anunciação. No âmbito do racismo ela se torna o órgão da opressão por excelência, pois é o órgão que denuncia as verdades desagradáveis e precisa, portanto, ser severamente confinada, controlada e colonizada”.

Três apresentações imperdíveis de quatro artistas que nos convidam a entrar com o corpo todo no corpo da obra abrindo uma janela sobre formas outras de criar memória e ver o mundo.

Nos vemos lá.

Conecte-se no Facebook

Comments

comments

NoBrasil lança websérie AfroTranscendence

0

Dirigida por Yasmin Thayná e escrita por Diane Lima, a série de 12 capítulos discute racismo, memória, práticas artísticas e a necessidade de produzirmos conhecimento como ato político.

 

” Porque eu escrevo?
Porque eu tenho que.
Porque minha voz, em todos os seus dialetos, tem estado em silêncio por muito tempo.”
Plantation Memories – Grada Kilomba.

 

Produzir e disseminar conhecimento. É com esse pensamento que a plataforma de pesquisa e curadoria NoBrasil, lança a websérie AfroTranscendence, material audio-visual que vem para compartilhar a experiência de educação e aprendizado coletivo do programa de imersão em processos criativos AfroTranscendence, que aconteceu em outubro de 2015 no Red Bull Station, em São Paulo.

1

O projeto que reuniu durante três dias, 20 pessoas das mais diversas áreas de atuação de todos os cantos do Brasil para junto com 20 especialistas, dentre eles intelectuais, ativistas, agentes culturais e artistas, vivenciar uma experiência coletiva de aprendizado que incentivasse a ativação da nossa memória e permitisse a criação de novas narrativas e linguagens, agora lança a websérie feita com a participação de uma equipe que trabalhou toda ela de forma colaborativa.  Diane Lima, que escreveu a série e é também a idealizadora e curadora do projeto, diz que o conteúdo chega em um momento importante, quando a articulação em rede tem permitido trocas que criam novas estratégias de realização, criação e produção de conhecimento: “AfroTranscendence surge como uma resposta à supressão dos nossos valores e principalmente, como forma de nos reconectarmos para que em conjunto, possamos criar novas narrativas, escrever e ser sujeitos da nossa própria história. Esse passo só foi possível, graças a participação dessa equipe tão competente e apaixonada, que tem direção de Yasmin Thayná, produção de Hanayrá Negreiros, direção de fotografia de Raphael Medeiros, montagem de Renato Vallone, som do Avelino Regicida e still de Alile Dara Onawale. É ainda importante dizer que a feitura desse material me fez pensar como para nós ainda é difícil produzir conteúdo ainda que estejamos empenhados e interessados em fazer parte de projetos que falem sobre nós.  Vejo que escrever, dirigir e produzir foi então para nós um ato político: imagem em movimento que cria e ocupa espaços e nos traz outras possibilidades de aprendizado em resistência ao epistemicídio institucionalizado no seio da produção intelectual e educacional brasileira. Que ele seja compartilhado e chegue o mais longe possível, servindo como material de pesquisa em todo o Brasil”.

Assista em HD!

 

Yasmin Thayná, que dirigiu os 12 episódios logo após o sucesso do filme Kbela, curta que inaugurou em 2015 uma importante discussão sobre a produção do cinema feito por mulheres negras lotando salas e com isso, possibilitando um novo olhar sobre a ideia de distribuição do cinema nacional, diz que dirigir a série foi para ela e para todos, um grande aprendizado: “Ali eu me dei conta de como um encontro é capaz de gerar tanto conhecimento. Foi ótimo aprender o que Mãe Beth de Oxum traz de demanda para a mudança e democratização da comunicação e o Mestre TC, que nos ensina a importância de estarmos ligados a terra, nós, negros: nossa dança tem uma ligação direta com a terra, o jongo, o funk, a capoeira, o samba. Aprendi com Diane que precisamos ser donos das nossas narrativas e da nossa imaginação. Com Hanayrá que precisamos de outros modelos de produção cada vez menos embranquecidos, com o Raphael, as mil e uma possibilidades que temos de pensar a imagem, o que reafirma meu pensamento sobre as referências que podem ser trazidas ao mundo a partir da criação de novas imagens. Com o Regicida, o som como um suporte potente e parte da narrativa que traduz a sensorialidade que imagem nenhuma pode produzir; com Alile Dara aprendo sempre como olhar através da fotografia aquilo que nem sempre a gente consegue ver e com o Renato o respiro do tempo. Eu só aprendi.”

2

Entre os entrevistados estão os mentores da primeira edição do AfroTranscendence entre eles, Mestre TC, Mãe Beth de Oxum, Paulo Nazareth e o artista Daniel Lima, um dos mais atuantes artistas brasileiros e que anuncia o primeiro capítulo da série: “durante o AfroT lançamos a pergunta Criar ou Ocupar espaços? que hoje é o tema da minha pesquisa de mestrado na PUC-SP e é com essa pergunta que inauguramos esse video onde o Daniel fala sobre a importância de ocuparmos espaços ampliando os limites institucionais em que o racismo fatalmente se faz presença mas, dizendo também que em certos momentos é preciso de fato criar novos espaços, no sentido de criar novos valores fazendo desse corpo negro um enunciador da sua própria história”, completa Diane.

A série será lançada quinzenalmente e você pode acompanhar aqui, nos canais do NoBrasil e do AfroTranscendence.

Crie e Compartilhe você também conhecimento. #crieasuanarrativa #compartilheasuahistória

3

Sobre Daniel Lima:

Ao nosso olhar, Daniel Lima é um dos mais atuantes e representativos artistas brasileiros da atualidade. Desde 2001 cria intervenções e interferências no espaço urbano, integrando coletivos como a Frente 03 de fevereiro que tem como trabalho lendário a ação Bandeiras que discutiu o racismo no futebol brasileiro. Em Bandeiras o campo de ação foi o estádio de futebol onde o grupo, tendo o apoio das torcidas organizadas, hastearam bandeiras gigantes que devido a grande projeção midiática da partida, gerou grande repercussão e impacto. Elas diziam: “Brasil Negro Salve, Onde estão os negros? e Zumbi Somos Nós.” Bacharel em Artes Plásticas pela Escola de Comunicação e Artes da USP e Mestre pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade da PUC/SP, desenvolve pesquisas relacionadas a mídia, questões raciais e processos educacionais. Dirige a produtora e editora Invisíveis Produções.

Vá Fundo.

Conecte-se no Facebook

Comments

comments

AfroTranscendence – Precisamos Falar de Nós

0

Assista e saiba mais sobre a experiência da imersão AfroT. English subtitles.

 

Foram mais de 24 horas de registros em video que se transformaram agora em 1 minuto e meio para dar conta de uma missão impossível: resumir o tanto de emoção, aprendizado e afeto que vivemos durante os 3 dias de AfroTranscendence 2015. O lançamento desse vídeo chega ainda em um momento muito especial. Ver o ‪#‎AfroT‬ sendo considerado uma iniciativa “inovadora” no campo da educação o que está nos levando a caminho do Vale do Silício para participar de um encontro de inovação e investimentos com líderes da diáspora africana de todo o mundo. Queremos agradecer demais a você que se inscreveu, vibrou, compartilhou; ao Red Bull Station por ter aberto as portas, aos 21 imersos, aos mais de 15 mentores, à nossa produtora Hanayrá Negreiros, à diretora Yasmin Thayná e a equipe de feras que fez possível esse video acontecer.

Para a sua direção, pensamos que não haveria outra forma de criá-lo se não partindo da ideia do ritmo: “era preciso criar a atmosfera e o tempo que vivemos ali naquela ancestralidade do futuro. Então, o desafio foi conseguir traduzir a frequência entre a imanência e a transcendência e isso só foi possível com música. Convidamos o produtor musical e também diretor criativo Mahal Pita, para criar uma trilha que desse conta de falar para aqueles olhos que não viram, o sentimento e a energia do que é a experiência AfroTranscedence”, explica a diretora criativa do NoBrasil, Diane Lima.

A edição e a montagem foi feita por Nando Cordeiro, nosso super designer que suou para encontrar também, o tempo das imagens em uma semana de trabalho intenso. As imagens são de Alile Dara Onawale, Bianca Baderna e Raphael Medeiros.

Que venha 2016!

‪#‎AfroT2016‬ ‪#‎precisamosfalardenós‬

Direção: Diane Lima
Trilha: Mahal Pita
Edição: Nando Cordeiro
Imagens: Alile Dara Onawale, Bianca Baderna e Raphael Medeiros

Conecte-se no Facebook

Comments

comments