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Leituras inVisíveis

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Roda de diálogo sobre as (in)visibilidades das práticas artísticas e culturais negras

Via IBAÔ

Temos provocado e intensificado os debates sobre a (in)visibilização da presença negra em diversos setores da sociedade, dessa forma, ressoado muitas vozes, presenças e narrativas, que a estrutura hegemônica escondeu durante todos os séculos da nossa existência.

As artes, a literatura e outras práticas negras que produzem cultura serão nossos temas de diálogo. Uma roda de presenças intensas, como forma de reflexão e provocação de contra-narrativas e contra-histórias, em resposta às urgências sociais, estéticas e políticas do nosso tempo.

Para nossa roda, é com imensa felicidade que teremos as falas inspiradoras de Diane Lima e Cidinha Da Silva.

Diane Lima é Curadora e Diretoria Criativa do NoBrasil, uma plataforma com foco na cultura brasileira, que se preocupa em discutir, desenvolver e difundir a diversidade brasileira de forma ética, estética e estratégica conectando pessoas e marcas, co-criando ações e experiências colaborativas. É também mediadora da mesa “Diálogos Ausentes”, encontros mensais sobre a produção e a presença de artistas negros em diferentes áreas de expressão, realizados pelo Itaú Cultural (SP).

Cidinha da Silva é escritora e historiadora, autora dos livros “Racismo no Brasil e afetos correlatos”, “Africanidades e relações raciais: insumos para políticas públicas na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas no Brasil”, “Cada Tridente em seu lugar”, “Os Nove Pentes D’África”, entre outros, além de blogueira e colunista dos portais Diário do Centro do Mundo, Fórum, Geledés, e do seu blog pessoal. Recentemente lançou seu nono livro “Sobre-Viventes!”, que tivemos a honra de receber em nossa casa.

Convidamos artistas, realizadorxs, formadorxs, semeadorxs culturais e todas as pessoas interessadas neste tema a estar conosco nesta roda pra lá de poderosa!

Rua Ema, 170 – Nóbrega – Campinas, SP | 19h30

A convite do Ponto de Cultura e Memória IBAÔ estaremos na roda Leituras inVisíveis, confira!

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Editoria Compartilhada | Resultado

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Confira o resultado dxs seis editorxs selecionadxs!

Por Ale Gama

Dois sentimentos traduzem a experiência que tivemos neste final de semana, nesse momento tão importante de selecionar as editorias que irão ocupar a nossa plataforma: prazer e celebração. Foi muito prazerosa a experiência de ler pessoas e iniciativas que, indo a fundo em nossa diversidade, tem produzido formas criativas para causar as micro-revoluções tão necessárias ao nosso tempo.

Celebramos nosso corpo expansivo olhando para os vários dispositivos semeados Brasil adentro. Processos disparadores de potência. Com os ensinamentos das filosofias ancestrais africanas, aprendemos que as razões instintivas, sintéticas e analíticas, coexistem. As ervas maceradas geram sumos e insumos para as curas do ser. Os povos da terra, os ribeirinhos e quilombolas nos ensinam que a ciência é composta por diversos modos de saberes e o urbanismo pode ser tático, orgânico e sinestésico, enquanto a física quântica nos atravessa 24 horas por dia.

O tempo das urgências sociais nos desafia para a formação dessa rede, das conexões com a natureza, com as comunidades e os territórios que habitamos. A tecnologia sendo útil na criação, registro e descentralização das informações, compartilhando desejos e anseios,  fazendo ressoar aos quatro cantos do país, outras vozes, outras narrativas. A expressividade que forma vocabulários e linguagens, nos impulsiona à criação de novas metáforas e experimentos diferentes das formas hegemônicas, assim, propomos a inventividade como enfrentamento das violências simbólicas.

A densidade inscrita nas 60 propostas que recebemos (e celebramos!) para ocupar a nossa casa, nos rendeu o duro exercício seletivo, mas com isso, transbordamos de felicidade por caminhos tão inovadores e sensíveis à nossa diversidade, pulsando transformações e novos olhares de mundo. A massiva presença das mulheres (uhuu!) se torna um espelho de quem e o quê veremos nas próximas edições e nos próximos seis meses: vamos transitar pelo Ceará, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraíba e São Paulo.

Nossos critérios para essa seleção atravessaram gênero, regionalidades e a ideia de descentralização do eixo Rio-São Paulo. Também, idade, temática, as narrativas e seus lugares de produção. Nossas escolhas envolveram temas ligados aos saberes tradicionais, cartografia + intervenção urbana, literatura, cinema e favela, com suas formas múltiplas de criação, circulação, enraizamento e ruptura.

Ramificar nossa plataforma para a editoria compartilhada é vibrar a formação de uma rede que tanto esperávamos e notadamente já nasce existindo, só nos faltava a conexão, o ato de criar fluxos convergentes Por uma Política da Diversidade!

Viviane Ferreira, BA

Thaís Silva, RJ

Marilia B. Soares, SP

Diedra Roiz, SC

Clébson Oscar, CE

Suzy Okamoto, SP

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Festival de Cinema Africano do Vale do Silício tem edição especial Brasil e abre inscrições para cineastas brasileirxs

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O NoBrasil é o parceiro oficial do festival que acontece em outubro na Califórnia e chega para fortalecer o debate sobre a presença de mulheres negras no audiovisual.

Fruto de uma colaboração que conecta a diáspora africana do Brasil, EUA e mais de 15 países africanos, o NoBrasil apresenta pela primeira vez uma parceria com o Festival de Cinema Africano do Vale do Silício (SVAFF – Silicon Valley African Film Festival), que acontece de 14 a 16 outubro, em Mountain View no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Chegando na sua sétima edição unindo comunidades, culturas e continentes, este ano o festival criado pelo nigeriano Chike C. Nwoffiah faz um chamado especial para xs cineastas brasileirxs cujas obras reflitam imagens, narrativas e histórias que tragam como inspiração os trânsitos da cultura afro-brasileira.

A cooperação surgiu durante a participação em fevereiro da diretora criativa do NoBrasil Diane Lima no African Diaspora Investment Symposium, evento que reuniu líderes da diáspora africana no Vale do Silício. Segundo ela, um dos objetivos principais do SVAFV – Conexão Brasil é promover o intercâmbio e a troca de experiências entre países, fomentando a criação, a produção e novas possibilidades de difusão e articulação em rede, sobretudo pensando o protagonismo das mulheres negras: “mais do que um festival, ser uma plataforma que compartilha informações, amplia os horizontes e possibilita novas alternativas. Nós mulheres negras estamos assumindo um papel central nas mais diferentes áreas da produção artístico-cultural ao pautar a discussão racial  no intuito de abrir diálogos em busca de direitos e melhorias seja no âmbito privado ou das políticas públicas. A colaboração com o SVAFF é uma tentativa de criar um espaço que permita dar visibilidade e fôlego internacional para que as demandas estruturais que nos colocam à margem dos processos produtivos e criativos possam ressoar trazendo a maior participação de mulheres negras no mercado audiovisual e por conseguinte, na criação de novas narrativas e linguagens que rompa os estereótipos e nos atualize para que não mais sejamos uma projeção do que o sistema colonial predeterminou”.

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Como se inscrever

As inscrições acontecem até dia 01 de agosto e para participar basta acessar a página do SVAFF, ler o regulamento e completar o formulário de inscrição que pode ser preenchido e enviado com um DVD por correio ou ainda uma opção mais simples, que é o envio por email do formulário junto com um link para que o filme seja assistido. Cada realizadora ou realizador pode inscrever mais de um filme, com qualquer duração e formato e a premiação se dá nas categorias narrativa, documentário e animação para curtas e longas além de uma premiação para cineastas emergentes. Ao todo são 35 filmes selecionados, o júri é formado por membros de mais de 07 países e não há taxa de inscrição.

Acesse aqui o edital e inscreva-se!

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O projeto Festival de Cinema Africano do Vale do Silício – Conexão Brasil busca ainda conectar criadorxs e realizadorxs numa rede que chega para celebrar os cruzamentos entre a arte, a inovação e a tecnologia. Além dessa primeira chamada, o projeto segue até novembro de 2016 em diferentes etapas que promete novidades e serão lançadas em breve, como a parceria com a AFROFLIX, uma plataforma online colaborativa criada pela cineasta Yasmin Thayná que disponibiliza e produz conteúdos protagonizados por criadores negros.

Acompanhe as nossas redes sociais para ficar por dentro de mais informações  e boa sorte!

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Assista ao 4° episódio da série AfroTranscendence com Mãe Beth de Oxum

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Nesse quarto episódio da nossa série, a ativista, comunicadora e embaixadora das matrizes africanas Mãe Beth de Oxum, fala sobre comunicação, tecnologia e o papel da criação de novas mídias como ferramenta para ressignificar e dar visibilidade as culturas dos povos negros e indígenas.

 

“A gente não separa festa de militância, hoje a gente tem uma comunicação que pauta o estado e que não é pautada em lugar nenhum. Eu acho que a comunicação hoje é um gargalo no país e os povos tradicionais precisam da sua comunicação! A gente precisa rackear, criar as nossas rádios, criar nossas tv’s. Se a comunicação do país está vendida para meia dúzia de famílias, o povo tem que virar esse jogo! Temos que criar uma comunicação para mostrar o povo preto, o povo indígena e mostrar inclusive os arranjos produtivos locais que tem sido feito nas periferias, mostrar que o nosso jovem tem um potencial grandioso! A gente tem que ter mídia pra trazer axé, não esse sentido comercial, capitalista, nocivo que está aí, mas um sentido que nos dê condição da gente andar nessa terra valorizando ela, porque sem terra, sem comunicação e sem água, não tem sentido a nossa vida.”

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Iyalorixá do Ilê Axé Oxum Karê, musicista, cantora, compositora, com vasta experiência no segmento de cultura popular, Mãe Beth de Oxum é um símbolo da cultura pernambucana e difusora do Coco de Umbigada, uma manifestação cultural que veio do século passado com os seus avós. Como líder, vem defendendo a importância da tecnologia à serviço da cultura de matriz africana, o que levou-a a criar à frente do ponto de cultura Coco da Umbigada, uma rádio, programas para a TV, web além do jogo Contos de Ifá, desenvolvido em uma licença livre com o objetivo de contar a história dos Orixás.

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“O Brasil é um país que assassina muitas mulheres, assassina muitos jovens, aí tá o extermínio da juventude negra! 50 mil jovens mortos e a sociedade não se indigna com isso. A gente vive num país que fala de guerra o tempo todo, na Síria, no Egito e tal, e a guerra aqui contra o jovem negro que é morto todo dia pelo simples fato de ser pobre e preto? Então a gente precisa de políticas públicas,  a gente precisa de comunicação, de rádio, de tv pra desmascarar essa realidade. Porque não é interessante mostrar a força e a cultura que esses territórios negros tem? “

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Dirigida por Yasmin Thayná e escrita por Diane Lima, a série será lançada quinzenalmente e você pode acompanhar aqui, nos canais do NoBrasil. Para ver todos os episódio, é só clicar nas miniaturas abaixo e ir fundo.

Websérie AfroTranscendence

Dirigido por Yasmin Thayná
Escrito por Diane Lima
Produção: Hanayrá Negreiros
Direção de fotografia: Raphael Medeiros
Som: Avelino Regicida
Montagem: Renato Vallone
Still: Alile Dara Onawale

Vá Fundo.

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NoBrasil lança Editoria Compartilhada e convoca novxs editorxs para a plataforma.

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A chamada fica aberta até dia 30 de junho e xs candidatxs precisam propor conteúdos especiais que pensem práticas criativas como ferramenta de construção social e política trazendo um olhar sobre a diversidade.

A Editoria Compartilhada é a nova forma de produção de conteúdo do NoBrasil. A ideia é que mensalmente, uma nova editora ou editor de qualquer canto do Brasil, ocupe a nossa editoria trazendo outros pontos de vista e uma nova discussão que reflita temas e assuntos que costumamos discutir, celebrar ou intervir aqui na plataforma. Nessa primeira edição, a inspiração reflete o que é o NoBrasil e tem como eixo principal Por Uma Política da Diversidade.  A partir dessa provocação, os editores e editoras estão sendo convidados a pensar especiais que tragam a ideia de práticas criativas como dispositivos de criação social e política, que estejam promovendo transformações e promovendo micro-revoluções no seu fazer.

Para a diretora criativa do NoBrasil Diane Lima, a vontade de pensar um novo formato surgiu desde o ano passado quando veio o questionamento sobre qual seria o futuro da produção de conteúdo na internet: “o NoBrasil começou no online contando as histórias de pessoas que estavam transformando o país através da criatividade com um olhar sobre a diversidade. Com a nossa vontade de ir para o offline a fim de promover encontros e abrir novos canais de discussão, começamos a questionar também a velocidade da produção de conteúdo na rede e qual era a nossa função em meio a tudo isso. E daí que chegamos em uma reflexão-solução: não mais a plataforma criando um olhar sobre o outro, mas o outro assumindo um lugar de fala, trazendo suas questões, suas pesquisas e criando novos pontos de vista através de especiais mensais que abordem temas que acreditamos ser necessário discutir. Como recebemos muita solicitação de pessoas do Brasil inteiro querendo colaborar, resolvemos abrir o espaço e descentralizar para que o outro seja o editor-curador e construa ele ou ela mesmx, a sua própria narrativa.”

NoBrasil + Tecnologia

Como a tecnologia pode ser útil na criação, registro e descentralização das informações? Quais são os assuntos que merecem a atenção de todxs nós e o nosso compartilhamento? Quais são essas outras vozes, outras narrativas e o que elas gostariam de compartilhar? A Editoria Compartilhada – Por Uma Política de Diversidade é uma iniciativa do NoBrasil em colaboração com a Apple. Cada editora ou editor irá ganhar um Iphone para ser usado como ferramenta de criação no momento de tirar fotos, fazer vídeos, registrar ideias e usar as redes sociais. A iniciativa foi feita com a participação da Juliana Luna, parceira em diferentes projetos do NoBrasil.

Para saber mais consulte o Regulamento e os Termos e Condições disponíveis em nossa Ficha de Inscrição.

Como funciona

Na Editoria compartilhada você é a editora ou editor. Inscreva-se!

Para participar é muito simples. Basta se inscrever aqui nesse link até o dia 30 de junho e enviar as informações que vão selecionar até seis novxs editorxs que irão ocupar a plataforma de julho a dezembro de 2016. Cada editor ou editora irá criar 4 matérias, 1 por semana trazendo um tema central que seja um cruzamento entre a ideia de pensar práticas criativas que atuem como ferramenta social e política trazendo um olhar sobre a diversidade. Na ficha de inscrição, cada candidatx irá propor um conteúdo especial, dizendo o porque da importância da discussão, apresentando uma breve descrição do que irá ser tratado em cada matéria semanal além de um breve resumo pessoal-profissional. Podem se inscrever pessoas de todo o Brasil e não há nenhuma exigência ou limitação para participar. A única coisa que desejamos é que a pessoa tenha uma boa ideia, traga o seu ponto de vista, tenha uma boa escrita e conhecimento da causa para que seja ela a protagonista da fala.

Compartilhe, indique um amigo ou uma amiga e inscreva-se!

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Lanchonete + Instituto Goethe recebem Lucia Nhamo no Novas Diásporas – Episódio Haiti

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Artista em residência, Lucia Nhamo explora contra narrativas e conflitos raciais na sua obra. Programe-se!

 

Para a plataforma Lanchonete.org, estamos colaborando com a residência artística da artista do Zimbabwe Lucia Nhamo, que passou por Salvador e agora está em São Paulo como premiação pela sua participação na Bienal de Bamako, iniciativa da Lanchonete e do Instituto Goethe. Para quem não conhece, a Lanchonete  é uma plataforma cultural contínua focada em como as pessoas vivem e trabalham, compartilham e sobrevivem na cidade contemporânea, tendo o Centro de São Paulo como panorama.

Dentre visitas, participações em eventos e conexões com a cidade, Lucia que hoje vive na África do Sul e explora contra narrativas e as relações de poder através de performances, videos e esculturas englobando especialmente em seu trabalho questões sobre identidade racial e cultural, também irá participar do Novas Diásporas – Episódio Haiti, ação coordenada pela Invisíveis Produções do artista Daniel Lima que acontece no próximo dia 18 de junho. O projeto tem como propósito gerar conhecimento através das vozes dos próprios protagonistas da migração e oferecer um espaço de escuta e compartilhamento das experiências vividas pelos migrantes  equacionadas com diferentes campos de conhecimento. Tomando o país como símbolo de luta quilombola transcontinental, o episódio Haiti prevê várias atividades no Goethe-Institut.

 

Como a migração e o controle social constroem complexos diagramas de poder entre os territórios do Hemisfério Sul? “O Haiti é a primeira e única nação criada a partir de uma revolução escrava e pode ajudar a criar uma narrativa da nossa história de resistência” reflete o artista visual Daniel Lima, idealizador do projeto.

 

Confira a programação e saiba +

15h00 | abertura

15h15 | introdução
daniel lima, invisíveis produções
katharina von ruckteschell, goethe-institut
fundação heinrich böll

15h30 | roda “perspectivas para a imigração haitiana
no Brasil”
fedo bacourt, usih
padre paolo, missão paz
laurie jeanty, usih
mediação: felipe teixeira

16h00 | roda em subgrupos

17h00 | roda em debate

18h00 | degustação culinária haitiana

18h30 | canto com pierre michel jean

18h45 | canto com lucia nhamo

19h00 | canto com behrman garçon

19h15 | canto com patrick dieudonne, joel orelien,
woodline chery e evens predestin

19h30 | canto nou pap obeyi
daniel lima | eugênio lima | roberta estrela d’alva
felipe teixeira | fernando coster | satellite musique

20h15 | show satellite musique

20h45 | fraternização

O Novas Diásporas tem apoio da Fundação Heinrich Böll e do Lanchonete.org e integra projeto Episódios do Sul, concebido pelo Goethe-Institut. O Episódios do Sul visa buscar visões e contribuições do Sul na arte, na ciência e na cultura, em um contexto de crescente globalização.www.goethe.de/brasil/episodios

 

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Os Brasis em São Paulo

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A convite dos Brasis, vamos participar do projeto Os Brasis em São Paulo, um festival para revelar mestres da cultura brasileira que vivem em São Paulo e que vai acontecer no Red Bull Station. Saiba +

Foto: Ratão Diniz

 

“Temos um mestre negro, antigo e que é pilar do samba paulista, uma mulher negra, baiana e que leva o samba de roda e sua voz de trovão pelos cantos daqui, uma mulher negra, maranhense, que carrega a graça no nome e um mestre indígena que é pra gente escutar quem tava aqui antes da gente chegar”.

Esse é o depoimento de Hanayrá Negreiros que integra a equipe do Os Brasis em São Paulo, um festival para revelar mestres da cultura brasileira que vivem em São Paulo e que vai acontecer no Red Bull Station. Projeto da pesquisadora Mayra Fonseca do Brasis e que acontece a partir do dia 18 de junho com uma programação aberta, estaremos junto com mestras e mestres do quilo de Nega Duda, Graça Graúna e Carlão do Perruche, integrando a programação de saberes com a fala Descender para transcender: a arte visual como linguagem para o exercício da liberdade afro-brasileira, a experiência no festival AfroTranscendence. Como convidada da nossa diretora criativa Diane Lima que é uma das mentoras do projeto, receberemos a artista Aline Mota, que foi uma das selecionadas da imersão AfroTranscendence e vai fazer uma conversa com objeto com o seu livro Escravos de Jó.

Confira a programação e não perca!

 

OS BRASIS EM SÃO PAULO – PROGRAMAÇÃO ABERTA

Data: 18/06/2016
Horário: 14 às 22 horas
Local: Red Bull Station (Praça da Bandeira, 137, Centro)
Programação gratuita.
Lotação por ordem de chegada, sujeito à capacidade da sala (100 lugares).

14:30 horas – Os mestres e a cidade: o patrimônio vivo como protagonista urbano e a experiência no projeto Mestres Navegantes.
Por João Rafael Cursino – Dr. em História pela USP, músico e um dos redatores do projeto Mestres Navegantes em sua edição São Luiz do Paraitinga.

Rafael é músico e agente de cultura em sua cidade, São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, em São Paulo. Seu trabalho de pesquisa é sobre o impacto positivo e fundamental da atuação dos mestres de cultura para a reconstrução da cidade de São Luiz após a enchente que, no ano de 2010, destruiu boa parte do patrimônio material da cidade. Além de compartilhar essa pesquisa, ele irá contar a sua experiência como um dos redatores da primeira edição do projeto Mestres Navegantes, realizada também em São Luiz. Mais informações sobre o projeto em http://www.mestresnavegantes.com.br/.

15:00 horas – Estética do bem-querer: a fotografia como ferramenta para empatia e resistência cultural.
Por Ratão Diniz – fotógrafo independente formado pela Escola de Fotógrafos Populares.

Construindo uma relação de respeito e responsabilidade, Ratão registra principalmente resistência e beleza brasileira: favelas em sua cidade (Rio de Janeiro), interiores de casas, festas ditas populares, grafite. Fotógrafo independente, vem documentando desde 2007 o projeto Revelando os Brasis. Já participou de inúmeras mostras fotográficas no Brasil e é autor do livro Em Foto (Mórula Editorial, 2014: Rio de Janeiro).

15:30 horas – A voz dos sujeitos: a comunidade como autora da sua história, o caso do jornal A Sirene.
Por Gustavo Nolasco – O mineiro é roteirista, escritor e jornalista e se especializou no “ouvir histórias” para criar e produzir conteúdo. Faz parte do coletivo #UmMinutoDeSirene.

Fala sobre a criação e funcionamento de A Sirene, um jornal feito por e para os moradores de Mariana e Bento Rodrigues após o rompimento da barragem, com a presença do coletivo #UmMinutodeSirene, buscando a memória e a salvaguarda das histórias locais e com a intenção de que as pessoas não se esqueçam do maior crime ambiental da história recente do Brasil.

16:00 horas – Descender para transcender: a arte visual como linguagem para o exercício da liberdade afrobrasileira, a experiência no festival Afrotranscendence.
Por Diane Lima e Aline Motta – Diane Lima é baiana da Chapada Diamantina, Diretora Criativa do NoBrasil, curadora e conectora de projetos de arte e criatividade com a proposta de exercitar diversidade e liberdade para o Brasil, mestranda em Semiótica pela PUC SP. Aline Motta é artista plástica carioca, foi uma das imersas no festival AfroT e atualmente desenvolve projetos a partir de sua pesquisa em ancestralidade afrobrasileira.

Diane irá compartilhar o processo de pesquisa e curadoria do festival AfroTranscendence e o projeto de audiovisual em websérie que documenta e amplifica as discussões do encontro. Aline Motta irá apresentar o seu livro/arte Escravos de Jó, projeto de arte audiovisual que reflete e problematiza o que está por trás da brincadeira.

16:40 horas – Outras narrativas: a literatura como plataforma para compartilhar outros modelos de pensamento e aproximar mundos.
Por Graça Graúna – Mulher indígena do povo potiguara, PHD em letras pela UFPE, escritora de livros infantis e narrativas com base na cosmogonia indígena.

Graúna é atualmente uma das principais referências em pensamento e criatividade indígena no Brasil e América Latina. Em sua fala, vai compartilhar o seu processo de escrita e registro, como algumas de suas recentes obras literárias.

17:30 horas – Aprender com um Mestre: ouvir e amplificar novas vozes.
Por Mestre Carlão do Peruche.

Sabedor da tecnologia do Jongo, fazedor de Samba de Pirapora. Homem negro que canta e leva o Samba pelas ruas desta sua grande cidade que é São Paulo. Foi com seu pai e seus mais velhos que ele aprendeu que o canto e a cuíca são poderosas ferramentas para amplificar a voz do seu povo: da Zona Rural à Velha Guarda do Peruche.

18:00 horas – Aprender com um Mestre: a filosofia da natureza.
Por Mestre Pedro Luiz Macena.

Indígena Guarany desses que andaram pelo Sul, com histórias de antepassados por lá. Pedro Luiz Macena é Mestre de sua cultura – é ele quem ensina saberes e fazeres ancestrais para as crianças na Aldeia do Jaraguá, no município de São Paulo. Educador cultural e também espiritual, seus guias são a natureza e a simplicidade.

18:30 horas – Aprender com uma Mestra: o potencial da ancestralidade.
Por Mestra Nega Duda.

Mulher, negra, nascida no dia 13 de maio, no Recôncavo Baiano. Foi depois – e por causa – de algumas rodas e muita labuta que ela veio para São Paulo: para contar, na voz e no corpo, a história dos seus; para difundir, no Samba de Roda, a cultura de seus antepassados. A música é seu fazer, a oralidade é seu saber.

19:00 horas – Aprender com uma Mestra: o trânsito e a resistência.
Por Graça Menezes.

A mais velha da Família Menezes em São Paulo, Graça faz e toca caixa, faz Festa do Divino, ensina aos mais novos como tecer comunidade. Do Maranhão para cá, ela e sua família trouxeram fé, história e tempero: entre vários de seus fazeres, o conhecimento do que é fazer comida maranhense.

20:30 horas – O som e a memória: a oralidade como plataforma para contar outras nossas histórias, apresentação musical Zé Manoel.
Por Zé Manoel.

Do São Francisco pernambucano, Zé Manoel resgata de sua infância e origem boa parte das letras que compõe. Das cantigas de lavadeiras e cantos ditos populares dos ribeirinhos, surge a inspiração para suas canções que o colocam hoje como uma das principais revelações da música brasileira.

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Red Bull Station
terça a sexta: das 11h às 20h / sábado: das 11h às 19h
entrada gratuita
www.redbullstation.com.br
-> Como chegar
_metrô: Estação Anhangabaú (linha vermelha)
_ônibus: Terminal Bandeira
_bicicleta: há bicicletário!
_carro: estacionamento na Rua Santo Amaro, 27

 

+ da foto de Ratão Diniz, que é também parte da programação dos Os Brasis em São Paulo: “A comunidade de Regência, na foz do rio Doce, em Linhares, promoveu mais uma edição da tradicional Festa do Caboclo Bernardo, onde aconteceu o 26º Encontro de Bandas de Congos, com a participação de mais de 20 grupos”. Saiba + visitando http://www.rataodiniz.com.br/

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Paulo Nazareth no 3° episódio da série AfroTranscendence

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Nesse terceiro episódio da nossa série, o artista Paulo Nazareth fala sobre deslocamentos, geopolítica, movimentos migratórios e revela o porque a sua identidade caminha junto ao seu corpo.

Mineiro, Paulo Nazareth é um dos principais artistas brasileiros contemporâneos. Fazendo do seu comportamento uma arte de conduta e do seu caminho perfomance, coloca a presença do seu corpo no mundo como um dispositivo intensivo para discutir os limites entre centro e periferia, estratificação social e relações raciais. Questionando ainda os valores do mercado da arte através do discurso racial e dos resíduos que as suas movimentações migratórias geram, desestabiliza e detona as estruturas e o olhar do outro deixando sempre um rastro de provocação. Nesse momento no continente africano participando da exposição Travessias na Bienal de Dakar no Senegal junto com outros nomes que passaram e passarão pela nossa série como os artistas Daniel Lima e Moisés Patrício, Paulo é o terceiro convidado da série AfroTranscendence, material audio-visual que vem para compartilhar a experiência de aprendizado coletivo do programa de imersão em processos criativos AfroTranscendence, que aconteceu em outubro de 2015 no Red Bull Station, em São Paulo.

“O poder caminhar, o poder andar é muito forte. É um poder. Porque quando eu encontro com os Kaiowas, com os Guaranis, para eles não existiam fronteiras entre Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, não existia onde marcava, todos podiam transitar. Depois da criação dos estados, isso dificulta o deslocamento, cria ou se deseja criar uma identidade que não pertence a eles. Essas fronteiras são todas novas e são todas artificiais, na real não existem, elas são todas impostas. Onde está a fronteira realmente?”
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Dirigida por Yasmin Thayná e escrita por Diane Lima, a série será lançada quinzenalmente e você pode acompanhar aqui, nos canais do NoBrasil. Para ver todos os episódio, é só clicar nas miniaturas abaixo e ir fundo.

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Websérie AfroTranscendence:

Dirigida por Yasmin Thayná
Escrita por Diane Lima
Produção: Hanayrá Negreiros
Direção de fotografia: Raphael Medeiros
Som: Avelino Regicida
Montagem: Renato Vallone
Still: Alile Dara Onawale

 

Vá Fundo.

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Escravos de Jó + Receita para dar o troco + Quem ama a ama preta? no Ateliê397

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A artista Aline Mota convida Aryani Marciano, Janaína Barros e Wagner Leite Viana no encerramento da residência artística do Ateliê397 neste sábado na Vila Madalena.

Foto de capa de Aryani Marciano

Neste sábado 07 de maio acontece no Ateliê397  o encerramento da primeira edição do projeto Estamos (muito) abertos, uma imersão de dois meses na qual artistas selecionados numa chamada pública, estiveram envolvidos em seus processos mediados por acompanhamentos críticos, apresentação de portfólio e visitações públicas ocupando o galpão na Vila Madalena numa experiência híbrida de ateliê compartilhado e residência artística. Dentre os 86 inscritos (56 pré-selecionados) chegou-se aos 4 artistas residentes entre eles a artista Aline Mota,  que também foi uma das 20 participantes no AfroTranscendence 2015 e que vem desenvolvendo sua pesquisa em torno de temas como memória, identidade e novas formas de aprendizado coletivo. Para o encerramento do Estamos (muito) abertos, Aline apresenta Escravos de Jó,  um objeto de mediação em formato de publicação que abre diálogos construindo e desconstruindo novas narrativas a partir da cantiga Escravos de Jó: “uma experiência reveladora da potência existente no trabalho de um artista que se quer agente e que através do seu trabalho, nos possibilita uma conversa com um objeto que nos coloca a pensar jeitos outros de performar o conhecimento e descolonizar até aquilo que se molda de forma mais inocente e cristalizado nos arquivos da memória”, completa Diane Lima, curadora do AfroTranscendence que esteve presente em uma das sessões abertas  promovidas pela artista, na qual recebeu outros artistas e pensadores de diferentes linguagens para abrir um espaço de diálogo e colaboração com a obra.

Ampliando e criando outros agenciamentos, Escravos de Jó ganha ressonância com mais duas performances: Receita para dar o troco  dos artistas-pesquisadores Janaína Barros e Wagner Leite Viana e Quem ama a ama preta? de Aryani Marciano, também umas das participantes do AfroTranscendence 2015.  Em Receita para dar o troco, Janaina e Wagner também traçam um paralelo levantando a questão sobre a possibilidade de descolonizar o pensamento sobretudo através da palavra como local onde se instituem relações de poder: “Acrescentar sobre as fabulações em torno dos corpos e dos afetos. Para duvidar se os lugares das assimetrias ou das subalternidades estão dados previamente. Será servida uma fatia de bolo, interrogando o público para perceber como as trocas efetivam e instauram lugares de reinvenção.”

Já Aryani Marciano irá apresentar em Quem ama a ama preta? o que ela define como “um canto de Aryani Marciano e de mulheres pretas além dela, anteriores e contemporâneas”. Uma dose de blues, rap e maracatu sobre raça, gênero e seus reflexos nos relacionamentos amorosos em que a artista citando Grada Kilomba nos coloca a pensar sobre a boca, reflexão que nos conecta com o texto A Cura também inspirado na obra Plantation Memories da mesma autora e que pode ser visto-lido aqui:

“A boca é um órgão muito especial, ela simboliza a fala e anunciação. No âmbito do racismo ela se torna o órgão da opressão por excelência, pois é o órgão que denuncia as verdades desagradáveis e precisa, portanto, ser severamente confinada, controlada e colonizada”.

Três apresentações imperdíveis de quatro artistas que nos convidam a entrar com o corpo todo no corpo da obra abrindo uma janela sobre formas outras de criar memória e ver o mundo.

Nos vemos lá.

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Conferência Racismo e Discurso de ódio na internet: narrativas e contranarrativas

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A convite do Berkman Center da Universidade de Harvard e do Instituto Mídia Étnica, vamos nos juntar a outros pesquisadores e ativistas para discutir o aumento dos casos de racismo nas plataformas digitais e as formas de combater essas práticas. Saiba +

via Correio Nagô

Acontece na cidade do Rio de Janeiro-RJ, nos dias 28 e 29 de abril, a conferência “Racismo e discurso de ódio na Internet: narrativas e contra-narrativas”, promovida pelo Berkman Center, da Universidade de Harvard, e pela Plataforma VoJo Brasil. O evento conta com a parceria do Instituto Mídia Étnica, da Fundação Ford, do ECO-UFRJ, do ITS-Rio, da Superintendência de Igualdade Racial do RJ e dos portais de notícias 1Papo Reto, Correio Nagô e Black Pages Brazil.

A conferência pretende levantar questões relacionadas ao aumento exponencial dos casos de racismo nas plataformas digitais e apresentar exemplos positivos do uso da Internet para o empoderamento dos cidadãos. De acordo com um dos organizadores do evento, Paulo Rogério Nunes, pesquisador afiliado ao Berkman Center, no Brasil, o racismo tem cada vez mais ganhado espaço nos meios digitais.

“As redes sociais estão se convertendo em um território fértil para o racismo, a intolerância e a propagação do ódio. Uma pena, pois se trata de um espaço democrático e que poderia ser mais usado para disseminar cultura, trocas de conhecimento e contribuir para a redução das desigualdades”, analisa Paulo Rogério, que é um dos fundadores do Instituto Mídia Étnica, organização que há dez anos, denuncia as violações aos direitos humanos na mídia, em especial, contra a população negra.

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O encontro vai reunir pesquisadores, líderes empresariais e ativistas envolvidos neste debate e nós iremos marcar presença na mesa A contranarrativa para combater o ódio nas redes. “A ideia é comparar o que está sendo feito nos Estados Unidos, no Brasil e na Colômbia e buscar alternativas para fortalecer as iniciativas positivas que promovam a igualdade e o diálogo construtivo nas redes digitais”, informa Niousha Roshani, também pesquisadora vinculada ao Centro Berkman da Universidade de Harvard.

Durante o encontro também serão debatidos os aspectos legais acerca do discurso do ódio digital e o papel do setor privado na promoção da diversidade. Para conferir toda programação dos debates, acesse aqui

 

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